Alternate Text

Próximo jogo:

By:

Logo ESC Online

FC Porto

FC Porto

20:30

31 outubro

Estoril

Estoril

Pereira da Costa explica empréstimo obrigacionista: «Partilhamos com os investidores os ganhos dentro de campo»

CFO da SAD do FC Porto fala numa "emissão inovadora"

Seguir Autor:

José Pedro Pereira da Costa ao lado de André Villas-Boas
José Pedro Pereira da Costa ao lado de André Villas-Boas • Foto: José Gageiro/Movephoto
Adicione como fonte preferencial no Google

José Pedro Pereira da Costa, CFO da SAD do FC Porto, explicou o empréstimo obrigacionista de 40 milhões de euros divulgado ontem, explicando que este serve também como um 'benefício' para os investidores.

"É a primeira emissão a ser feita com obrigações ligadas ao sucesso desportivo. O investidor tem uma taxa fixa de 5,25% - independentemente do que aconteça, essa taxa é garantida - e depois, anualmente, poderá haver uma revisão em alta da taxa. Uma vez que haja revisão em alta, mantém-se para o resto do período. Falamos de um empréstimo de 2026 a 2030, é uma emissão a quatro anos", começou por referir, em declarações aos meios do clube.

E acrescentou: "É uma emissão inovadora, uma vez que é a primeira emissão a ser feita com obrigações ligadas ao sucesso desportivo. Na génese deste conceito, está a ideia de partilharmos com os investidores os resultados financeiros que decorrem do sucesso desportivo. Se o FC Porto tiver sucesso desportivo, seja por via da participação na Liga dos Campeões ou por via da conquista do Campeonato Nacional, terá receitas acrescidas e mais capacidade de remunerar melhor os investidores. A inovação desta emissão passará por um incremento da taxa de juro associada a estes dois eventos. Explicando de forma simples: o investidor tem uma taxa fixa de 5,25% - independentemente do que aconteça, essa taxa é garantida - e depois, anualmente, poderá haver uma revisão em alta da taxa. Uma vez que haja revisão em alta, mantém-se para o resto do período. Falamos de um empréstimo de 2026 a 2030, é uma emissão a quatro anos. A primeira revisão de taxa ocorrerá em 2027. Se o FC Porto estiver qualificado para a Liga dos Campeões, haverá um incremento de taxa de 0,15%. Se for Campeão Nacional, haverá mais um incremento de 0,1%. No melhor cenário desportivo, pode haver um incremento de 0,25% por ano. Se conseguíssemos juntar estes dois fatores todos os anos, poderíamos chegar ao último ano com uma taxa de 6%, que pensamos ser bastante interessante para os investidores e que o FC Porto terá capacidade e todo o gosto em pagar, porque é sinal de que as coisas correram bem. É uma inovação, a primeira emissão deste género a ser feita, uma emissão em que partilhamos com o investidor fora do campo os ganhos que esperamos vir a ter dentro de campo".

Além disto, Pereira da Costa frisou ainda que existem "dois pilares importantes na estratégia de financiamento da FC Porto - Futebol SAD: um que diz respeito às obrigações de retalho no qual este empréstimo obrigacionista se insere - temos um montante total emitido na ordem dos 125 milhões de euros; e outro que é a emissão Dragon Notes, feita a partir da Porto StadCo, uma operação concluída no final de 2024".

Deixe o seu comentário
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Porto ver exemplo
Ultimas de FC Porto
Notícias
Notícias Mais Vistas