Pinto da Costa evoca Villas-Boas em livro: «Foi com ele que ultrapassámos o Benfica em número de títulos»

No seu mais recente livro, o ex-presidente destacou o antigo treinador e atual líder do clube, em 2010/11

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• Foto: FC Porto
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No mais recente livro de Pinto da Costa, que saiu para as bancas nesta quinta-feira, intitulado 'O Nosso Dragão Chama – A História do Futebol Clube do Porto contada às crianças pelo presidente com mais títulos do mundo', o ex-líder dos dragões conta alguns episódios da história do clube.

Entre o afastamento de Hulk após os incidentes verificados no túnel da Luz, no Benfica-FC Porto, na época 2009/10, o título festejado às escuras na casa do eterno rival, em 2010/11, e o golo de Kelvin, aos 92 minutos, em 2012/13, Pinto da Costa enalteceu o papel de André Villas-Boas, como treinador, na temporada 2010/11, quando contribuiu com a conquista de quatro troféus para o FC Porto ultrapassar o Benfica no número total de troféus na história.

Afastamento de Hulk e entrada em cena de André Villas-Boas

"O Hulk e um jogador do Benfica zangaram-se depois de um jogo, a caminho dos balneários. A Federação de Futebol impediu-o de jogar durante 18 jogos. E ficaram a pensar no castigo que lhe lhe deviam dar. Ele era um jogador muito importante e fez-nos muita falta para ganharmos. Quando decidiram o castigo, deram-lhe apenas três jogos, imaginem..." Quando conto este episódio a presidentes de clubes estrangeiros, eles até pensam que eu estou a gozar. Só que a intenção era impedir que o FC Porto ganhasse o penta, e conseguiram. Porém, no ano seguinte regressámos às vitórias ainda com mais força, a força do Dragão, com o treinador André Villas-Boas. Ele ganhou tudo o que tinha para ganhar. Foi uma época fenomenal: Supertaça de Portugal, Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Liga Europa. Foi com ele que o FC Porto conseguiu ultrapassar o Benfica em número de títulos conquistados"

Título festejado às escuras no Estádio da Luz

"Eles não estavam nada à espera, até já tinham comprado as faixas de campeão. Ficaram tão azedos com esta derrota que, mal o jogo acabou, desligaram as luzes, deixando-nos às escuras, e ainda por cima ligaram o sistema de rega. Os jogadores que estavam em campo a festejar com os nossos adeptos ficaram todos molhados. Se isso é antidesportivo? Sim, é, mas mesmo molhados e às escuras, não deixámos de festejar. Era como se estivesse a chover, só que de baixo para cima. Festejámos nesse ano e nos seguintes, até ao tricampeeonato de 2010 a 2013. Três anos a ganhar noventa jogos e apenas uma derrota não é para todos"

Saída de André Villas-Boas para o Chelsea e o golo de Kelvin

"Contratámos o Vítor Pereira para o substituir. E o FC Porto voltou às vitórias no campeonato. Iniciou-se um novo caminho para o tricampeonato. Começou tudo em abril de 2011, quando fomos campeões no Estádio da Luz, vencendo o Benfica. Foi um grande jogo, e que emoção foi para mim quando, já em período de descontos, vi o Kelvin rematar à baliza e marcar o golo que deu a vitória por 2-1. Até fez ajoelhar o treinador adversário. Ele nem queria acreditar!"

Museu FC Porto

"Este é um museu onde se pode ver a grandeza do clube, onde se pode sentir o que é ser portista. Aqui encontramos histórias de heróis sem capa, que, através do desporto, lutaram contra a ditadura, que nunca se resignaram e mostraram ao país que Portugal não era só Lisboa. Heróis que levaram o nome desta cidade mais longe do que alguém imaginava. Aqui sente-se a chama do nosso Dragão e ouve-se o chamamento dele por nós"

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