Pinto da Costa questionado: «Não era importante pensar na renovação da nossa equipa técnica?»
Presidente do FC Porto voltou a falar de Sérgio Conceição, mas também de Del Neri, Paulo Fonseca e Otávio Machado
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"Não era importante pensar na renovação da nossa equipa técnica? Adoro o Sérgio Conceição, mas sete anos num clube com esta dimensão e pressão, nem todos têm a capacidade de lidar, nem todos são [Alex] Ferguson." Esta questão e a consequente afirmação foi colocada a Pinto da Costa, esta sexta-feira, na Universidade de Maia, onde decorre mais uma ação de campanha.
"Todas as interpretações são possíveis e válidas, a minha é que se for eleito quero continuar com o Sérgio Conceição", devolveu o presidente, já depois de ter falado de uma série de treinadores por si escolhidos para liderar o FC Porto.
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"Em primeiro lugar, a expressão despedir treinadores não será apropriado, porque todos saíram por mútuo acordo. Salvo o Del Neri, mas esse nem chegou a saber onde eram os Clérigos. Salvo esse, todos saíram de mútuo acordo, sem problemas, fazendo rescisão por diversos motivos. Não por não terem mérito", começou por responder Pinto da Costa.
"Paulo Fonseca foi-se embora contra minha vontade, que acreditava nele, mas não aguentou a pressão de ver lenços brancos. Disse-lhe que era como em Fátima quando abanavam os lenços para a Nossa Senhora. Ele disse que tinha de ir embora. O Otávio Machado é uma pessoa com história no FC Porto, foi adjunto do Artur Jorge quando fomos campeões europeus, foi jogador com muito talento, ganhou uma Supertaça, mas fruto dos resultados e do ambiente chegou a uma situação em que entendemos que era melhor terminarmos a ligação. O despedimento só existiu com o Del Neri. O Del Neri chegou aqui, ao fim de dois treinos disse que tinha de ir a Itália, marcou treino para o dia a seguir e, quando estava em Itália, mandou um fax a dizer que só chegava dois dias depois. Foi ida e volta", acrescentou Pinto da Costa.