Pinto da Costa: «Já tenho escrito quem não quero que vá ao meu funeral»

Declarações do presidente do FC Porto no programa 'Alta Definição'

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• Foto: Fábio Poço/Movephoto
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Pinto da Costa foi o protagonista do programa 'Alta Definição' exibido este sábado na SIC. O presidente do FC Porto, aos 86 anos, confessou que não sente "medo de nada", nem da morte. 

"Se morrer durante o mandato não será problema?", foi questionado a Pinto da Costa. A resposta veio de imediato: "Não, não. Porque queria deixar o clube estruturado de maneira a que não dependa de uma pessoa. Acontecendo alguma coisa, seja a quem for, que continue normalmente."

"Não penso na morte, só penso naquilo que posso alterar. Como eu acredito que o dia está marcado…", acrescentou, perspetivando o que será escrito nesse dia: "Alguns vão pôr foguetes de São João. Vão escrever que desta vez foi de vez, já não temos que o aturar, estamos livres desta peça. Outros dirão aquilo que normalmente se diz depois de alguém morrer, que era uma pessoa fantástica, que tinha um coração de ouro."

E, a fechar o programa, Pinto da Costa voltou ao tema: "Estou-me a marimbar para o que vão dizer de mim quando morrer. Há pessoas que me incomodariam muito se fossem ao meu funeral. Já tenho escrito quem não quero que vá. Estou a escrever um livro e uma das coisas que estão lá é o quero para depois de morrer. Os meus filhos sabem quem eu gostaria de ver lá [no funeral] e quem não gostaria de lá ter. Também sabem que quero ser cremado e que as cinzas sejam depositadas na azinheira à beira da Capela da Nossa Senhora, em Fátima. Quero que todos vão ao meu funeral de gravata azul, não quero ver o luto da gravata preta. Esses depois vão contar anedotas cá fora enquanto o morto está lá dentro. Quero gravatas azuis em homenagem ao FC Porto."

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