Sérgio Conceição: «Queria mais tempo com os reforços, mas o mercado é o que é...»
Técnico do FC Porto diz perceber contingências das janelas de transferências
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Fran Navarro fez toda a pré-temporada do FC Porto, Nico González só trabalha com o grupo há uma semana e Alan Varela há-de chegar à Invicta no final desta semana, já depois da disputa da Supertaça e muito próximo do arranque do campeonato nacional. O cenário, admite Sérgio Conceição, não é o ideal, mas tem uma importância relativa, até porque, no seu FC Porto, os processos de adaptação dos reforços são, por norma, morosos.
"O mercado é o que é… Obviamente que sim, queria mais tempo para trabalhar com os reforços, mas muitas vezes as negociações não são fáceis. Há muita gente envolvida, que às vezes torna complicado a vinda de jogadores de uma forma mais célere. E aqui no FC Porto, e comigo em particular, mesmo que façam a pré-época toda, normalmente há um período de adaptação que não é fácil, pois vêm para um clube diferente, muito exigente, muito rigoroso no trabalho diário. E nós não queremos queimar nenhuma etapa, para que quando entrem possam estar à vontade com o seu jogo dentro das características da equipa", referiu, em declarações à RTP3.
De resto, o treinador reiterou muitas das mesmas ideias que já havia dado a conhecer na conferência de imprensa de lançamento da Supertaça, na manhã desta terça-feira. "Os treinadores trabalham e vivem esta profissão para estar nestes momentos, nestes grandes palcos e nesse sentido claramente que fico contente", disse o técnico, sobre a providência cautelar que lhe permite estar no banco esta noite, lembrando que "depois do árbitro apitar tudo o que são estatísticas, jogos de preparação e mercado passa para segundo plano" e notando o esforço que representa, para o FC Porto, a continuidade do seu núcleo duro... até ver: "Por agora não houve grandes mudanças além da saída do Uribe… E isso também representa um esforço do clube e da parte do nosso presidente. Nós fazemos parte dos países em que as equipas têm de vender para sobrevivier e isso é natural. Nós treinadores ficamos aziados, e isso já aconteceu comigo, em que no decorrer do campeonato ficámos sem alguns jogadores. O nosso trabalho é encontrar soluções. Queremos que a época corra um pouco melhor do que no ano passado e isso passa por ser campeão nacional. Amanhã vai ser um jogo de muita luta, contra um adversário que também se apetrechou bem, com jogadores de classe mundial."