Três, a conta que Meireles fez

Adicione como fonte preferencial no Google

É um misto de superstição e destino. Raul Meireles, um dos novos reforços do FC Porto, é "fanático" pelo número 3, algarismo que o tem acompanhado ao longo de toda a vida pessoal e carreira de futebolista.

O "namoro" pelo 3 começou logo no berço. Nasceu em Março (mês 3) do ano de 1983. Formado nas escolas do Boavista aquele foi sempre o seu número de eleição nos muitos anos que actuou a libero no Bessa.

Rui Bento era um dos ídolos de infância não só pelas semelhanças no que diz respeito às características como jogador, mas também porque sempre envergou o 3, tanto no Boavista como depois no Sporting. Quando chegou a sénior, Meireles foi cedido a título de empréstimo ao Desportivo das Aves e uma vez que o 3 já estava ocupado, optou por actuar primeiro com o 23 e no segundo com o 33.

Voltou ao Bessa no início da época passada e quando foi feita a escolha dos números das camisolas, o internacional esperança português conseguiu ficar com o mesmo algarismo que sempre tinha utilizado no Bessa. Pelo meio, em todos os escalões em que representou a Selecção Nacional, optou sempre pelo número 3, como foi o caso no recente Europeu de sub-21, na Alemanha.

No capítulo pessoal, Meireles também foi sempre acompanhado pelo seu número de eleição. De tal forma que contraiu matrimónio no início deste ano e, como não podia deixar de ser, escolheu o dia 3 de Março. Aliás, esta superstição acompanha sempre o médio portista que, há alguns anos, resolveu tatuar o número 3 no braço direito.

33 foi solução no Dragão

No FC Porto, Raul Meireles não pôde continuar com o seu número de estimação. O defesa-central Pedro Emanuel é dono da camisola número 3 dos azuis e brancos.

Uma vez que, para o ex-boavisteiro, o 13 é o número do azar, a solução passou por jogar no clube portista com o número 33, algarismo já utilizado pelo jovem médio no segundo ano em que foi cedido pelo Boavista ao Desportivo das Aves.

Defesas em maioria

A escolha pelo número 3 cabe normalmente a jogadores que actuam no sector mais recuado do campo, como são os casos dos defesas-centrais e laterais. Actualmente, Paolo Maldini e Roberto Carlos são os atletas mais famosos a utilizarem este número, apesar de o brasileiro jogar com o 6 na selecção "canarinha".

No passado, o médio alemão, Paul Breitner, foi dos poucos jogadores de meio-campo a utilizar este algarismo, imortalizado também por nomes como Brehme ou Danny Blind.

Em Portugal, a escolha de Raul Meireles é também quase inédita. Rui Bento utilizou o 3 durante largos anos, mas este algarismo é maioritariamente utilizado por defesas-centrais como foi o caso de Humberto Coelho, um dos jogadores mais famosos do futebol lusitano a utilizar o referido número.

Mais curiosa ainda foi a escolha de Nené no Campeonato da Europa realizado em 1984, em França, em que Portugal acabou por cair nas meias-finais da competição. Apesar de ser um avançado, o então jogador do Benfica optou por utilizar o 3 durante o Europeu, algo inédito na sua carreira, já que na Luz actuou sempre com o 7 nas costas.

Deixe o seu comentário
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Porto ver exemplo
Ultimas de FC Porto
Notícias
Notícias Mais Vistas