Valencia-FC Porto, 0-0 (4-5 g.p.): Dar passos em frente até bater na trave
Defesa de Casillas no desempate por penáltis deu sentido à exibição superior...
O FC Porto cresceu, e provavelmente cresceu uns bons 30 metros. Os dragões, que ontem empataram a zero no tempo regulamentar frente ao Valencia, mostraram um futebol mais atrativo e dinâmico em relação aos ensaios anteriores, chegando por várias vezes às imediações da área adversária. Simultaneamente criativo e objetivo, oFC Porto foi obrigado a esperar pelo desempate nas grandes penalidades, onde Casillas defendeu o remate decisivo de JoãoCancelo, para assim dar sentido a uma exibição superior.
Confira o direto do encontro.
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O arranque da partida deixou indicações positivas em relação ao que o FC Porto poderia apresentar dentro de campo. Logo aos 2 minutos, Aboubakar, que recebeu a bola de Maxi Pereira, atirou o primeiro remate à trave da baliza do Valencia, após um desvio de trajetória em Mustafi.
O sinal, de que os dragões estavam predispostos para a partida, foi reiterado logo de seguida, através de um tiro de Danilo Pereira que passou pouco por cima das redes espanholas.
O médio contratado ao Marítimo serviu de alicerce a um FC Porto melhor, e maior, em relação às duas últimas partidas. A equipa de Lopetegui conseguiu o domínio territorial, impôs a circulação de bola a toda a largura e foi pontuando o seu controlo com incursões bem trabalhadas nas imediações da grande área de Mathew Ryan. Através de combinações com Alex Sandro ou Evandro, Brahimi foi o principal foco de instabilidade na defesa adversária. Com o argelino a dar saída ao futebol mais fluido dos dragões, Aboubakar teve uma nova ocasião, mas, após receber a bola no peito, atirou ao lado num pontapé em moinho.
Preso nos seus movimentos, muito por culpa do controlo imposto pelos dragões, com a defesa e o meio-campo portistas a formarem um bloco coeso, o Valencia de Nuno Espírito Santo nunca conseguiu criar perigo junto às redes de Casillas na primeira metade.
O intervalo trouxe à partida as substituições e o nível exibicional ressentiu-se. O FC Porto foi permanentemente melhor, embora Indi tenha sido fulcral a bloquear um dos raros remates do Valencia que, no caso, até poderia dar golo. O mesmo aconteceu do outro lado do campo já nos instantes finais, quando Sérgio Oliveira, lesto na preparação e na execução, levou um remate de pé esquerdo novamente à barra da baliza espanhola.
No desempate por grandes penalidades, a defesa de Casillas fez justiça sobre a diferença exibicional, causada por um FC Porto melhor oleado e a dar provas claras do seu crescimento.
BLOCO DE NOTAS
MAIS
Aumento da coesão entre a defesa e o meio-campo. Sempre com as linhas próximas, os sectores desfizeram por completo as intenções ofensivas do adversário
Maior imaginação no jogo interior junto à área contrária e com a mais-valia de todos, de Aboubakar a Danilo Pereira, terem contribuído para tal
Apesar de ter falhado as oportunidades de que dispôs, Aboubakar ajudou, e muito, a equipa
MENOS
Tello voltou a defraudar expectativas, somando mais uma exibição cinzenta. É hora de reagir