Villas-Boas: «A equipa de futebol feminino tem superado todas as expectativas»

Presidente esteve no Museu FC Porto a receber o troféu das campeãs nacionais da 2.ª Divisão

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Troféu da 2.ª Divisão já está no Museu FC Porto
Troféu da 2.ª Divisão já está no Museu FC Porto • Foto: FC Porto
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André Villas-Boas esteve no Museu FC Porto, nesta terça-feira, para receber a equipa de futebol feminino, que foi entregar o troféu relativo à conquista do título da 2.ª Divisão Nacional. O presidente dos dragões elogiou a evolução da formação comandada por Daniel Chaves e garantiu que o objetivo na Liga BPI, principal escalão, é continuar a vencer.

"A equipa de futebol feminino tem superado todas as expectativas. Não só minhas, enquanto presidente, mas também da direção e da administração. Só não surpreendeu as pessoas que estiveram no dia-a-dia, no treino e no jogo, a sentir na pele todas estas possibilidades. Em dois anos foram concretizados muitos sonhos com muito sentimento, e orgulhosamente estamos na 1.ª Liga. É um orgulho termos lançado este projeto de uma forma tão rápida, abrupta e com tanto sucesso. Há que dar mérito à visão do professor José Manuel (Ferreira), o diretor do futebol feminino, à Joana (Oliveira), que é a sua inexcedível assistente na preparação do projeto do futebol feminino do FC Porto. Uma das primeiras memórias que guardo é a estreia do futebol feminino no Estádio do Dragão, quando batemos o recorde de assistência, e depois todo o percurso delas. Um percurso invencível, com muitas vitórias e muitas alegrias, a apaixonar os adeptos e a chegar ao Jamor no segundo ano de existência. Tudo isto parece uma fábula, um sonho, e para nós é um orgulho ver o crescimento destas atletas, a forma como se entregaram ao FC Porto de corpo e alma e o sucesso que têm obtido. Orgulhosamente estamos na 1.ª Liga e vamos sempre para vencer", destacou André Villas-Boas, em declarações aos meios de comunicação dos dragões, enaltecendo a forma como os adeptos sempre apoiaram as jogadoras desde o primeiro jogo.

"Foram recebidas de braços abertos, com esse recorde de assistência logo no início, e depois por toda a massa associativa portista que acompanha estas miúdas nas suas deslocações. Graças ao futebol feminino tem-se criado uma nova forma de ver e de respeitar o jogo, que seguramente atrai novos públicos. Elas têm tido este seguidismo por parte dos adeptos do FC Porto, porque encantam muita gente com a sua entrega, com o seu sacrifício, com a forma como disputam o jogo. Coisas que ficaram bem evidentes na final do Jamor. Enquanto outros golearam na assistência, nos goleámos no campo, em atitude, em entrega e em alma à Porto, fruto daquilo que o Daniel (Chaves) transmite a estas miúdas. É um percurso de que todos nos devemos orgulhar e quero agradecer à massa associativa portista porque nunca as abandonou até à 1.ª Liga", rematou o líder portista.

Quanto ao técnico Daniel Chaves, vincou o desejo de conquistar troféus para enriquecer o museu do clube, lembrando que o futebol feminino foi uma das bandeiras do projeto de André Villas-Boas.

“No FC Porto, o objetivo é sempre ganhar e trazer troféus para o museu. Sabíamos a importância que este projeto tem, foi uma das bandeiras do nosso presidente, e fazer a equipa chegar à Liga BPI em dois anos, com dois títulos para acrescentar à história do clube, só nos engrandece. Sinto que superámos a expectativa de toda a gente e a expectativa que hoje recai sobre a equipa é fruto do trabalho que este plantel fez. No campeonato, não demos hipóteses às adversárias, concluímos a fase final sem derrotas, e na Taça fomo-nos superando a cada eliminatória, não olhando logo para o Jamor, mas pensando passo a passo, no jogo seguinte. Superámos claramente as expectativas nessa competição. Terminámos com uma derrota, mas em nada esmorece o que foi esta época, a nossa caminhada e a evolução desta equipa ao longo do ano", recordou o treinador.

Quanto a José Manuel Ferreira, diretor do futebol feminino, destacou o trabalho feito por todo o grupo de trabalho, elogiando a sua capacidade de superação para atingir os objetivos.

"Houve muito trabalho de casa. Eu, o scouting e os treinadores vimos tudo sobre todas as equipas da 2.ª Divisão e não teve nada a ver com esta, que foi mais competitiva e mais exigente e até com investimentos maiores por parte de alguns dos nossos adversários. Se fôssemos por essa realidade, podíamos estar aqui um bocadinho a falar dos ses, mas fomos à procura e adaptámo-nos a uma realidade completamente diferente. O campeonato do ano passado foi completamente diferente do campeonato deste ano. Agora vamos voltar a fazer o trabalho de casa e vamos renovar-nos e aperfeiçoar-nos para sermos capazes de ir ao encontro dos pergaminhos do clube, tentando ganhar todos os jogos e conseguindo a melhor classificação possível", referiu o dirigente portista.

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