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Villas-Boas: «Clube com mais troféus? É uma marca que ninguém apaga com ruído ou a fazer conta a títulos que não existem»

Presidente dos dragões festejou a conquista do título com os deputados portistas na Assembleia da República

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André Villas-Boas durante o jantar com os deputados portistas
André Villas-Boas durante o jantar com os deputados portistas • Foto: Duarte Roriz

Após falar aos jornalistas à chegada à Assembleia da República, André Villas-Boas discursou diante dos deputados portistas que marcaram presença no jantar de comemoração do título do FC Porto. Num clima de boa disposição, o presidente dos dragões realçou a dificuldade de ser portista na capital portuguesa, relembrou Pinto da Costa, deixou elogios a Farioli e ainda atirou farpas aos rivais.

"Celebrar o título do FC Porto aqui em São Bento tem um sabor especial. Não só porque é a casa da democracia, mas porque ser portista aqui, no coração da capital, é quase um desporto de alta democracia. Eu vim em paz. Não se preocupem, não trouxe nenhuma proposta de lei no bolso, não vim tentar travar a centralização, não trouxe nenhum artigo para aprovar durante a sobremesa e não vou pedir para já para mudarmos a capital do país para a cidade do Porto. Vim fazer aquilo que esta tradição sempre fez e bem. Celebrar, agradecer e dar os parabéns a toda a nossa família portista na Assembleia da República", começou por dizer aos convidados, depois de agradecer a presença dos deputados.

No momento de celebração, Villas-Boas não se esqueceu dos que representaram os azuis e brancos em campo, destacando o trabalho de Farioli e dos jogadores: "O FC Porto foi campeão porque teve foco e união, teve método, exigência e coragem. De uma época para a outra mudou-se muita coisa, no plano desportivo, na abordagem, nos detalhes e no perfil e aqui tenho de destacar aquilo que é justo destacar: o nosso treinador Francesco Farioli, que fez um trabalho extraordinário. Não apenas do plano técnico, que é evidente, mas do plano humano, que é ainda mais importante. Soube agregar, soube unir, soube elevar, soube criar um grupo que joga como equipa e que sofre como equipa. Percebeu rapidamente o que é este clube, o que ele representa para a cidade e o que significa lutar muitas vezes contra poderes instalados. Em vez de se desviar, focou-se muito no seu trabalho e ganhou. E os jogadores foram extraordinários. Os que já cá estavam, que carregaram a dor de um passado recente, de anos sem títulos, transformaram essa força em energia. Os que chegaram e perceberam em tempo recorde que esta casa tem símbolos e tem regras, aqui não há vaidades, ninguém está acima do clube, aqui não há desculpas, não há atalhos, há exigência e eles abraçaram isso."

Villas-Boas ao lado de Hugo Soares, líder da bancada parlamentar do PSD
Villas-Boas ao lado de Hugo Soares, líder da bancada parlamentar do PSD

Redirecionando o foco para a conquista do título, destacou a importância do troféu e relembrou Pinto da Costa, deixando ainda uma 'bicada' ao Sporting sobre os títulos conquistados.

"Hoje somos campeões e com este título, somos agora o clube com mais títulos no futebol e isso é uma marca inesquecível. Uma das marcas que ficam na história e que ninguém apaga com conversa, com religiosismo ou com ruído ou a fazer conta a títulos que não existem. Agora permitam-me um momento que é importante para mim e para o FC Porto. Esta tradição não começou comigo, esta tradição tem história e tem memória, por isso hoje recordamos Jorge Nuno Pinto da Costa, Presidente dos Presidentes, um homem que fez do FC Porto uma potência, que elevou este clube para um lugar que ninguém nos tirou e que nos deixou uma herança de ambição e de vitória. Retomar esta tradição é também uma forma de dizer que sabemos de onde vimos e que respeitamos quem construiu o nosso caminho. Agradecemos também Jorge Pinto da Costa, que é símbolo vivo do nosso ADN, que conhece esta casa como poucos e que representa essa linha de continuidade entre o que somos e o que queremos continuar a ser", afirmou, antes de deixar a mensagem final. 

"Minhas senhoras e meus senhores, o Porto é orgulho, o Porto é carácter, o Porto é frontalidade, o Porto é aquela forma de estar que não pede desculpa por existir. E o Futebol Clube do Porto é isso mesmo, com um símbolo ao peito, por isso, este jantar nesta casa, nesta cidade, é mais do que um convite. É uma afirmação de que Portugal é maior do que os seus centros e de que a vitória, quando é merecida, não tem geografia. E agora deixo-vos um desafio final, com toda a boa disposição, com toda a seriedade que um campeão também tem que ter. O dia em que vir os senhores deputados a entrar na Assembleia da República com a camisola do FC Porto no corpo, eu prometo que não peço mais nada durante um mês. Um mês inteiro sem IVA, sem carga fiscal, sem centralização, sem nada. Um mês de silêncio institucional só para viver esse momento. Se acharem que é demais, aceito uma alternativa, uma bandeira ou um cascol sobre uma varanda. Só para o país perceber que há portistas em todo o lado e que mesmo aqui no epicentro de Lisboa há quem tenha coragem de ser do Norte e de ser do Futebol Clube Porto. Parabéns a todos, parabéns ao Futebol Clube Porto, parabéns a nós e obrigado por esta noite. Viva o Futebol Clube Porto!", concluiu.

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