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Villas-Boas e as movimentações de mercado: «Janeiro acaba por ser um momento importante»

Presidente quer que Farioli tenha muito sucesso no FC Porto "nos próximos largos anos"

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Thiago Silva, Fofana, Pietuszewski e Moffi
Thiago Silva, Fofana, Pietuszewski e Moffi • Foto: DR

Thiago Silva, Pietuszewski, Fofana e Moffi acabaram por ser determinantes na conquista do título por parte do FC Porto. E Villas-Boas, em entrevista à Rádio Renascença publicada esta terça-feira, no âmbito do podcast 'O Código Farioli', valida essa mesma ideia.

"Janeiro acaba por ser um momento importante, não só porque está relacionado com a renovação do treinador, no que é o acreditar do projeto, esse é um passo também que treinador e clube queriam dar em antecipação ao reconhecimento de um bom trabalho. Enquanto estamos a tratar desta entrevista [n.d.r.: no passado mês de abril], o FC Porto teve ontem um amigável com o Vizela e o treinador está nos nossos gabinetes reunido com a equipa de scouting a preparar o que é o futuro do FC Porto", começou por afirmar Villas-Boas, mantendo-se no tema.

"E foi isso que aconteceu em janeiro, um corpo comum de ideias, relativamente àquilo que podia ser trazer jogadores que ele conhecesse e depois os scouting mais concretamente no caso do Pietuszewski. Relativamente ao Thiago, foi uma oportunidade de mercado… Estávamos inquietos pelo facto de termos apenas três centrais disponíveis fruto da lesão do Nehuén. O Pablo ofereceu-nos jogos a central e deu-nos garantias, mas a oportunidade era única e depois havia o campo emocional relacionada com a sua anterior passagem pela equipa B. Todo este regresso dele foi mágico. Não hesitou, o míster? Não, foi uma oportunidade que foi trazida pelo agente, eu falei com ele e ele ficou encantado", revelou ainda o presidente, explicando, de seguida, que Farioli se envolve "bastante" com os outros departamentos do clube.

Villas-Boas foi ainda desafiado a revelar como é Francesco Farioli quando está longe dos holofotes. E também aqui sobraram elogios: "No trato pessoal muito próprio, muito calmo, objetivo, um homem consciente das suas ideias. As reuniões que temos estão mais relacionadas com o funcionar do FC Porto, das suas estruturas, da equipa, e não tanto no campo pessoal. Claro que nos encontrámos, um homem afável, de família, de bom trato, de bons costumes italianos, uma relação familiar que acabam por ser mais levadas para o dia a dia do trabalho."

E, de seguida, ou Farioli não fosse o tema central desta entrevista, Villas-Boas falou especificamente sobre o processo de renovação contratual com o técnico.

"Sobretudo a continuação do bom trabalho do treinador, do que tinha feito, da constatação que esta é a pessoa que queremos a liderar o FC Porto, que é reconhecido e assediado a nível europeu, que se afirma cada vez mais como um talento emergente… E nesse campo quisemos antecipar cenários. Temos um reconhecimento do que cada um oferece ao outro, FC Porto e treinador, e quisemos antecipar a extensão desse vínculo. E do lado do treinador um reconhecimento quase imediato de que aqui se sente bem, de que nesta casa lhe são oferecidas as condições para se afirmar como treinador e acho que todos estes passos reforçam a união entre duas entidades. E acho que foi por isso que chegamos a acordo muito rápido, porque ultrapassa o vínculo laboral e entra no campo emocional", vincou o presidente, seguro de que Farioli já totalmente por dentro do espírito do FC Porto.

"Sim, acho que sem dúvida. E que isso é reconhecido interna e externamente. Temos um treinador à FC Porto que reconhece a exigência dos adeptos, a necessidade de lidar com a pressão e o facto deste clube ter um contexto muito específico e a forma como os seus princípios devem ser defendidos", salientou, explicando depois como lidou com o mito urbano que diz que depois de renovar contrato com um treinador os resultados ressentem-se.

"Acho que já houve muitos treinadores que renovaram a meio da época que tiveram muito sucesso. Espero que chegue ao sucesso absoluto no FC Porto", desejou, falando também das danças nas cadeiras que se costumam seguir a um Campeonato do Mundo, como o que vai acontecer no próximo verão.

"Respeitando todos os posicionamentos e sabendo que os treinadores são assediados por outros clubes, acho que nos grandes mercados há uma grande imprevisibilidade associada à carreira de treinador. Vimos fenómenos muito específicos especialmente na Premier League, isto significa que o mercado de treinadores está muito volátil e que rapidamente os sucessos se tornam insucessos. E é a partir desse momento que os treinadores valorizam mais onde estão, o que os clubes oferecem, que clubes garantem estabilidade e uma troca perfeita de sinergias. Das poucas conversas que partilhámos… Se um dia esta entrevista, pós-abril, se tornar num capítulo final do FC Porto campeão 2025/26, seguramente que ele assegurará que aqui encontrou estabilidade, estrutura, ideias e um clube que funciona para fortalecer o treinador e o seu método", afirmou ainda Villas-Boas, com a segurança de que Farioli atingirá patamares elevados no futebol europeu.

"Com a idade que tem e que com o sucesso que espero que obtenha no FC Porto nos próximos largos anos, esperamos que sim", rematou o presidente do FC Porto.

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