Villas-Boas fala da centralização dos direitos televisivos e comenta críticas de Rui Alves
Presidente portista considera que "a chave de repartição está bem feita"
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O plano para a centralização dos direitos desportivos, aprovado esta semana pelos clubes da Liga, também mereceu comentários de André Villas-Boas em Monção, com o presidente do FC Porto a mostrar-se satisfeito com o que foi conseguido e a minimizar as críticas que Rui Alves, presidente do Nacional, lhe dirigiu.
"Já foi levado à Assembleia Geral, já foi aprovado com cerca de 80% ou mais de 80%, portanto é uma realidade que agrada à maior parte dos clubes. É um passo decisivo na construção de um bom futuro do futebol português. Seguem-se novos passos. Os novos passos são ir ao mercado e ambicionarmos às quantias que nós pensamos que vale o futebol português. Aquela chave de repartição está bem feita, valoriza, claro está, todos os outros clubes, mantém também o que é o dignificar dos três grandes e da sua importância enquanto motor económico do futebol português, porque isso é inegável", começou por dizer Villas-Boas, completando:
"Não querendo repetir-me, mas essa é a demografia associativa de Portugal, reflete isso mesmo. E essa demografia foi respeitada também no campo da distribuição da chave de repartição. A partir de agora é ir ao mercado, encontrar as melhores soluções e, depois disso, é sobretudo os desafios que se seguem para o futebol português, que é a melhoria das infraestruturas, uma maior capacidade de atrair os públicos aos estádios, evitar situações de licenciamentos indevidos - não indevidos, mas que não devem acontecer quando há clubes que andam a submeter papéis para se safarem de algumas responsabilidades e dívidas que têm para com outros. Eu acho que isso também não nos dignifica e não nos valoriza. Portanto, é encontrarmos regulamentos de licenciamentos mais claros, melhoramento de infraestruturas, melhoramento das tecnologias de VAR e todos os passos que dignifiquem e melhorem o produto do futebol português é o que podemos estar concentrados agora."