Villas-Boas: «Sérgio Conceição é um líder exemplar na história do FC Porto»

Presidente dos azuis e brancos foi questionado "decisões de rotura" que tomou desde que assumiu o cargo há dois anos

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Villas-Boas no 10.º aniversário do Jornal ECO
Villas-Boas no 10.º aniversário do Jornal ECO • Foto: Lusa
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André Villas-Boas explicou as "decisões de rotura" que teve de tomar enquanto líder do FC Porto, cargo para o qual foi eleito há cerca de dois anos, sucedendo a Pinto da Costa, presidente mais titulado da história do futebol.

"O FC Porto voltou a marcar a gestão dos seus recursos, responsabilidade económica, de gestão dos poucos ativos financeiros que tem, reestruturação da dívida. Foram as decisões de rutura que, basicamente, tomámos", começou por referir no 10.º aniversário do Jornal ECO, em Lisboa.

Questionado sobre a saída de Sérgio Conceição, treinador que deixou o banco quando Villas-Boas venceu as eleições, deixou claro: "São decisões que são tomadas. Sérgio Conceição é o treinador com mais sucesso no FC Porto, foi e é um líder exemplar na história do FC Porto."

A felicidade... e o alívio

Villas-Boas admitiu também que, agora como presidente, sente "alívio" pelas conquistas do FC Porto, devido à responsabilidade que tem, ao contrário de outros tempos. "Sinto na pele a exigência e a ambição de todos os portistas. Foi-me passado um legado único e excecional no panorama do futebol português e internacional. É uma responsabilidade enorme. Isso causa-me medos, incertezas e sentido de responsabilidade. Foi assim enquanto fui treinador do clube também", lembrou.

"Medo de falhar com as pessoas, com as suas ambições... medo de não ganhar títulos? Sim, claro. A história do FC Porto é marcada por títulos, somos o clube nacional com mais títulos no futebol. Essa responsabilidade é algo que me atravessa, que me causa vontade de retribuir com títulos e sucesso. Faz-me perder muito tempo familiar e pessoal em prol de um bem comum" frisou.

O líder portista abordou ainda a possibilidade de uma equipa portuguesa conquistar uma prova europeia nos próximos anos. "A Liga dos Campeões diria que é praticamente impossível. A Premier League disparou para níveis estratosféricos na capacidade de compra e financiamento, está noutro patamar. Também devia haver um Brexit para as competições europeias...", brincou.

"As outras competições são possíveis, mas é o lugar onde ninguém quer estar. Porque todos queremos estar nas competições mais importantes, que é a Liga dos Campeões", concluiu.

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