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16 maio

Santa Clara

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Vítor Baía ao seu posto com Mundial à vista

Octávio Machado chegou a afirmar que não percebia tanta ansiedade quanto ao regresso de Vítor Baía. O treinador, como o guarda-redes, também sabia que era necessário consolidar por etapas mais uma complexa recuperação. Sem pressas. Sem correr riscos, Baía talvez tenha aprendido com o passado e está de volta o eterno guardião do templo dos dragões. Com o Santa Clara a apadrinhar e o Mundial da Coreia no horizonte

Vítor Baía ao seu posto com Mundial à vista
Vítor Baía ao seu posto com Mundial à vista • Foto: José Moreira

QUANDO Vítor Baía surgiu a titular no jogo da finalíssima da Taça de Portugal, com o Sporting, em Maio de 2000, muita gente julgou que tinha terminado o calvário do n.º1 do FC Porto e da Selecção Nacional. Na verdade, tudo corria bem depois de uma longa recuperação a problemas no joelho. Mais a mais, os dragões ganharam mais uma Taça e Baía confirmava a sua disponibilidade para o Europeu da Bélgica e a Holanda. E tudo continuou a correr bem, apesar de Portugal ter caído de forma inglória numa meia-final com a França que ninguém vai esquecer, principalmente os protagonistas. E Vítor Baía estava no seu posto a ver Zidane destruir um sonho. Mas a vida tem de continuar e o guarda-redes prosseguiu sereno já a pensar na próxima grande competição de selecções...

Só que Vítor Baía não pensava certamente que teria de passar por mais um sacrifício. Ainda jogou o particular de Viseu, com a Lituânia, no jogo que marcou o regresso de António Oliveira ao comando da Selecção Nacional. Mas pelo FC Porto não mais fez um encontro oficial até... hoje. Será o Santa Clara a apadrinhar o regresso de Vítor Baía ao seu trono, ele que sempre foi visto, mesmo quando saiu para Barcelona, como uma espécie de eterno guardião do templo dos dragões. E quando outro guarda-redes falhava, lá vinha o desabafo: “Se fosse o Vítor Baía era diferente...”

Foi complicado para os outros guarda-redes e que o digam já esta época Ovchinnikov e Paulo Santos, mas a Baía o que é de Baía era só uma questão de tempo. E quantas vezes Octávio Machado chegou a manifestar aos jornalistas a sua convicção. Sempre que lhe perguntavam se “aquela” era a vez de Vítor Baía, o treinador cerrava os dentes e manifestava não perceber tanta ansiedade quanto ao propalado regresso. Octávio, como também sabia Baía, reforçou sempre ser imperioso cumprir na plenitude todas as etapas da recuperação. Sem pressas. Sem correr riscos, como o próprio guarda-redes terá apreendido com algumas decisões algo precipitadas tomadas no passado.

A verdade é que Vítor Baía está de volta ao seu posto no FC Porto, curiosamente em novo jogo da Taça de Portugal (desta vez para os 16 avos-de-final), mas não deve demorar muito tempo a recuperar o seu lugar na Selecção Nacional. O jogo desta tarde (16 horas), frente ao Santa Clara, é o início de mais uma etapa da carreira de Baía com o Mundial da Coreia no horizonte. Nunca será “o jogo ideal”. Não poderá ser visto como “o jogo certo” e na altura certa. Este jogo não deve ter sido “o escolhido”. É apenas o jogo que marca o novo regresso de Vítor Baía. Não será um jogo especial?

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