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As declarações do treinador-adjunto de Sérgio Conceição após o FC Porto-Famalicão
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Vítor Bruno, treinador adjunto de Sérgio Conceição (expulso nos minutos finais do FC Porto-Famalicão, 3-2), foi o elemento da equipa técnica portista que se deslocou até à 'flash-interview' da Sport TV para fazer uma análise ao apuramento dos dragões para a final da Taça de Portugal.
Em declarações à estação televisiva, o adjunto de Conceição enalteceu o espírito de sacrifício dos jogadores, considerando "justo" o apuramento da equipa para a quarta final, sob o comando desta equipa técnica, da prova rainha.
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"Espírito de sacrifício? É um atributo que faz parte da nossa equipa, não deixamos cair nada, lutámos sempre até ao final, independentemente do resultado estar a favor ou não. É uma característica que nós nunca vamos deixar cair. Um jogo difícil, perante uma equipa com grandes individualidades, com muito talento, com bases coletivas muito bem identificadas e muito bem trabalhada pelo seu treinador. Colocaram-nos problemas, é verdade, mas foi um jogo que me pareceu ser sempre tudo muito equilibrado, sem grande preponderância de uma equipa sobre a outra. Parece-me justo o apuramento para a final, é a quarta do FC Porto nestes seis anos que estamos aqui. Quatro finais e duas meias-finais. Parece-me que é um pecúlio interessante, mas uma palavra de apreço para o Famalicão e por aquilo que fizeram. Também já nos coube a nós ficar pelas meias-finais e em finais em que estávamos muito perto de ganhar e não ganhámos. Sabemos a dor que representa, a mágoa que neste momento deve assolar o balneário que está do outro lado, mas o João Pedro saberá quais as palavras que deverá utilizar para levantar aquele grupo que pode estar caído neste momento", começou por dizer o técnico dos dragões.
Golo de Otávio
"É natural que aconteça, num jogo que está quase a terminar e igualado, mas essa é a magia e o encanto do futebol. São momentos como este que fazem as pessoas virem aos estádios e a ideia que dá é que aquela bola levava atrás de si uma quantidade infindável de dragões e de gente azul-e-branca a empurrá-la para a baliza. A crença é muito grande. Faz parte da base da nossa equipa. Agarramo-nos a tudo em todos os momentos. Aquela bola levava muita gente atrás."
Falta de eficácia
"Também identificámos algumas lacunas. Chegamos com muita frequência ao último terço do campo, criamos, tentamos de várias formas. Hoje utilizamos uma arma, a meia distância, que raramente utilizamos nos jogos para desbloquear um jogo que estava muito amarrado. É natural que o nervosismo dos jogadores se apodere em determinado momento, parece-me que é um estigma que está a ser criado, que o FC Porto não consegue fazer golos. Não consegue, mas no momento em que faz um, dois, três, a coisa vai rolar naturalmente", terminou.
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