Vítor Bruno quer evitar comparações com Conceição: «Percebo a tentação, mas pedia-vos que fossem mais pelo lado da análise»

Treinador dos portistas prefere que o seu trabalho seja avaliado por si só, sem paralelismos com o seu antecessor

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• Foto: LUSA/EPA
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Questionado sobre a possibilidade do FC Porto se poder apresentar com uma estratégia semelhante à que lhe deu o sucesso na final da Taça de Portugal, Vítor Bruno recusou, em declarações à RTP, abrir o jogo, garantindo apenas que a equipa está preparada e antecipou os vários cenários que pode encontrar. Além disso, pediu para que se evitem as comparações com o trabalho feito pelo seu antecessor

Porto poderá utilizar a mesma fórmula da Taça de Portugal?

"Poderá. Poderá. Essa ou outra. Nós temos vários caminhos. O Sporting tem nuances muito bem trabalhadas e tem vindo num processo evolutivo. Percebe-se que há capacidade também de quem está ao comando técnico do Sporting consegue sempre aportar algo mais de ano para ano. Está com dinâmicas novas, tem formas de abordar diferentes, a defender, a atacar. Nós estamos preparados e antecipamos vários cenários que podemos encontrar. Nós vamos ter que nos adaptar. Em determinados momentos, se calhar, ir buscar nuances do passado, outras mais do presente. Cruzar um bocadinho aquilo que é o melhor para poder atacar o jogo, a atacar e defender, mas sempre com o objetivo de ferir o adversário, quando estivermos a atacar, e guardarmos aquilo que tem de ser o nosso cofre quando estivemos a defender."

Porto poderá utilizar a mesma fórmula da Taça de Portugal?

Porto poderá utilizar a mesma fórmula da Taça de Portugal?

 

Sporting sem Coates e com nuances diferentes a defender

"Sim, linha de 5 ou linha de 4, a defender. Sim, são nuances. Ficam expostos mais de uma forma, ficam mais seguros de outra. O Rúben entende que essa é uma forma também de poder potenciar aqueles que têm a disposição. Com o Quenda, se calhar, faz mais sentido até defender a 4, que é um ala puro, tem muita capacidade de projetar, tem um contra um muito forte. Não sei se vai jogar ou não, o Rúben saberá melhor do que nós aquilo que tem previsto e tem planeado para jogo. Nós estamos preparados para as duas realidades. Seja a jogar com defesa a 5 ou a 4, como é que podemos entrar, como é que devemos entrar, por que caminhos é que devemos ir, percebendo também que aquilo faz parte daquilo que é o nosso trabalho diário. Temos de tentar que os jogadores percebam que é preciso adaptarem-se a isso também, ao momento, porque nem todas as variáveis nós conseguimos controlar em treino. E dar-lhes também caminho aberto e não castrando-lhes demasiado aquilo que é a programação que eles têm que ter para jogo, para poderem ter capacidade e flexibilidade para se adaptarem no momento em que tiverem que atuar e se comportar. Isso é a nossa base de trabalho diário. Guardar um bocadinho mais aquilo que são as estruturas mais fechadas, fora daquilo que é o nosso contexto diário. Abrir um bocadinho mais o leque, dar-lhes um bocadinho mais de abertura de poderem, com estruturas adaptadas e flexíveis, adequar perante o cenário que vão encontrar. Essa é a nossa leitura e para nós aquilo que faz mais sentido."

 

Semelhanças e diferenças entre este FC Porto desta época e das outras épocas? 

"Isso terão que ser vocês a responder. Não posso ser eu… Percebo a pertinência da pergunta. Eu percebo também a tentativa e a tentação de poder olhar para um lado mais comparativo. Eu pedia-vos que fossem mais para o lado da análise e menos para o da comparação", disse.

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