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Bruno Pinheiro está prestes a regressar à Amoreira, onde comandou o Estoril durante dois anos, mas agora como adversário e treinador do Gil Vicente, que irá visitar os canarinhos em jogo a contar para a 3.ª jornada da Liga Betclic este domingo, pelas 18 horas.
"As pessoas menos atentas só olham para a tabela. Se estiverem atentos, o Estoril sofreu uma goleada em casa com o Santa Clara (4-1) e, na jornada seguinte, perdeu por 1-0 na visita ao V. Guimarães com um golo de bola parada. Existiu uma mudança radical nos números. Vejo uma equipa que cresceu da 1ª jornada para a 2ª de forma consistente. Vejo um clube que, pelos alertas dos resultados, fez um bom investimento e reforçou-se bem", avaliou o técnico dos minhotos, descrevendo os reforços do Estoril: "Contratou jogadores muito conhecidos do futebol português, vai ser mais difícil do que as pessoas pensam. Se formos ver, acredito que tenha sido um início difícil, esperamos apanhar um Estoril ainda debilitado, mas não tenho essa expectativa, de todo."
Já nota alguma evolução no seu Gil Vicente?
"Podemos esperar um Gil Vicente mais consistente durante o jogo, é essa a expectativa. Mais consciente a ter interpretação do jogo quer ofensiva como defensivamente. Mas cada jogo é um jogo, é sempre difícil fazer uma previsão. Quantos mais jogos fizermos juntos, a ideia é que sejamos mais consistentes."
Tem alguma vantagem por ter trabalhado no Estoril?
"Sinceramente acho que não existe vantagem nenhuma, os jogadores são outros. Creio que quando estava lá o Dani Figueira também estava, enquanto o que Bernardo Vital, por exemplo, acabou de sair. A estrutura sim, é boa e é a mesma, é um clube bem organizado mas tem tido algumas dificuldades nestes últimos anos. Mas não acredito que tenha vantagem nenhuma."
Está satisfeito com o plantel que tem?
"É difícil de responder, porque nós treinadores queremos sempre mais e melhor. Posso dizer é que estou muito satisfeito. O Gil Vicente tem sido criterioso, ainda agora os jogadores que se juntaram a nós são mais-valias. Se o mercado fechasse hoje, estariamos tranquilos."
O que há ainda para progredir?
"Sinceramente, acho que temos imenso para progredir, estamos muito longe de atingir aquilo que podemos fazer. O mais perto que estive de ter uma equipa bem espremida terá sido na minha segunda época no Estoril, é uma realidade que grandes treinadores dizem que é preciso ter tempo para realizar bons trabalhos. Alguns só no segundo ano atingem esse patamar. Já passei por essa situação uma vez e posso confirmar que é verdade. Acho que vamos crescer durante a época, infelizmente no nosso caso a pré-época foi feita em competição mas, o facto de entrarmos a ganhar, dá uma confiança muito grande. O Gil Vicente vai evoluir muito ainda, futebolisticamente falando. Sinceramente, acho que ainda não estamos a 50 por cento do que podemos fazer."
Sofreu dois golos no último jogo. É importante melhorar a coesão defensiva?
"Quem não sofre não perde. Temos sempre o objetivo de ter a baliza a zeros, mas nem sempre se consegue. A ideia de jogo foi atrevida, vimos um Gil a tentar apertar o adversário durante 90 minutos e estamos assim mais perto de sofrer, mas também mais perto de marcar. Se estou satisfeito com os golos sofridos? Não, mas temos de ter a noção que temos adversários com qualidade e que todos os jogos são difíceis. Estou muito satisfeito com o que foi feito e tiramos ilações positivas, mesmo com os dois golos sofridos."
Por João Albuquerque