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Não está fácil a vida para Bruno Pinheiro no comando do Gil Vicente. Esta segunda-feira, no fecho da jornada 22, os barcelenses perderam o quarto jogo consecutivo, ao caírem perante o Famalicão. Após o encontro, o técnico dos galos assume a justiça do desaire e também diz compreender a insatisfação dos adeptos.
"Acabámos por perder o jogo e acabámos por perder bem, o adversário colocou-se a ganhar e ganhou tranquilidade diferente da nossa. Esta sequência de maus resultados acaba por nos tranquilizar e prejudicar", começou por dizer o técnico.
Contestação:
Acho perfeitamente normal, o treinador é o responsável máximo pela equipa e é o rosto dos resultados. Compreendo perfeitamente e é justificável quando a equipa não ganha e tem quatro derrotas seguidas. Acho justificável e souberam fazer as coisas durante o jogo, tentaram apoiar ao máximo. Acabando o jogo, manifestaram-se. Seria desconfortável se o tivessem feito durante a partida, não ajudariam em nada. Tiveram um comportamento correto, apoiam a equipa e no final demonstraram o desagrado. O rosto desse desagrado tem de ser o treinador. Desde que entrei disse que não seria um problema e voltou a reafirmar que nunca serei eu o problema do Gil Vicente
O que disse aos jogadores na roda:
Nada por aí além, a não ser que o responsável era eu. Infelizmente, não conseguimos ganhar e agora o grupo tem de se unir mais do que nunca, com ou sem Bruno Pinheiro.
Ainda é solução?
Se não achasse que podia ser a solução, não estava aqui. Obviamente isto teria pano para mangas, mas não são momentos, mantenho sempre a postura serena, apesar de preocupado pelos resultados. Não se fala a quente e não vou estar a falar a quente de nada. O que posso dizer é que sempre disse à direção que o dia em que achasse que não faria parte da solução, não seria eu a causar problemas. Isso mantém-se.