César Peixoto descreve-se como um treinador que procura equilíbrio entre a liberdade e a responsabilidade. Numa entrevista à Liga Portugal, o técnico do Gil Vicente assume valorizar um bom ambiente de trabalho, sem esquecer a exigência e o rigor. "Sou flexível sem deixar de ser exigente, e isso faz com que os grupos estejam comigo", explicou.
No percurso como treinador, recorda como mais marcante o momento em que desceu de divisão no P. Ferreira. "Foi duro ter de entrar no balneário e enfrentar os jogadores. Estava sozinho com a minha equipa técnica dar a cara por todos, depois de uma recuperação fantástica que acabou por não chegar. Foi um momento muito frustrante, que me afetou durante meses, porque estava muito ligado aos jogadores e ao clube", recorda.
O treinador assume que gosta de ver alegria no grupo e brincadeiras nos momentos certos. No Gil Vicente, é com Luís Esteves que partilha mais essas situações, mas Zé Carlos ou Buatu também entram na equação da boa disposição: "Temos uma ótima relação, há brincadeira mas também muito compromisso. É essa lógica de máxima liberdade e máxima responsabilidade que sustenta o grupo."
César Peixoto garantiu ainda que nunca fez alterações na equipa por influências da bancada e recordou um episódio no Estádio da Luz para justificar a sua visão. "No Benfica, houve um jogo em que fiquei a aquecer e ouvi 50 mil pessoas a assobiar o meu nome. Era assim como jogador, é assim como treinador. Sei o que quero, já sabia enquanto jogava. Não ando aqui para agradar a ninguém, estou convicto das minhas ideias. Sou muito exigente e zero influenciável, seja por quem for. É a minha cabeça que funciona."
Entre as referências nos treinadores, aponta Jorge Jesus, com quem trabalhou durante quatro anos no Benfica. "Apanhou-me numa fase madura da carreira, em que já percebia melhor os exercícios. Aprendi muito com ele e deixou-me uma marca importante."
As superstições já não fazem parte da sua vida de treinador, embora recorde uma curiosidade dos tempos de jogador. "A minha mãe dizia-me para vestir os boxers ao contrário por causa do mau-olhado. Eu não acreditava muito, mas fazia sempre. Hoje, como treinador, só tenho o hábito de ir ao relvado e às balizas antes dos jogos."
Recorda ainda um episódio com Sandro, antigo colega no Gil Vicente que mais tarde reencontrou como treinador no Varzim. "No jantar da permanência, já tinha bebido uns copos, perguntou-me o que tinha acontecido comigo. Disse que estava completamente diferente de quando era jogador. E é verdade, era malandro como jogador, como treinador sou exigente, perfeccionista e trabalho muitas horas. A responsabilidade é outra e a idade também."
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