O Gil Vicente ainda não conheceu o sabor da derrota na era de Daniel Sousa e o treinador não escondeu a pontinha de felicidade que tem abraçado a equipa desde que assumiu funções, nem a vontade de adiar o peso da desilusão o máximo de tempo possível, mas também deu corpo às aspirações que o conjunto de Barcelos alimenta na Allianz Cup e para este duelo frente ao favorito FC Porto.
"Se calhar é sorte, porque ela faz parte, mas acredito mesmo que o jogo é mais um reflexo do trabalho diário do que fruto de varinhas mágicas", comentou Daniel Sousa, para logo de seguida dar expressão à perspectiva gilista: "Queremos continuar a ser competitivos e isso significa ambição e espírito. Espera-nos um jogo extremamente complicado frente a um adversário que tem a ambição de ganhar a prova, mas nós também temos as nossas aspirações".
Ideia de discutir o resultado que levou o treinador a explicar os motivos pelos quais considera que o Gil Vicente tem de colocar a Allianz Cup como um troféu possível de alcançar.
"Esperamos um FC Porto com uma enorme fome de vencer, como é apanágio daquela casa, mas o Gil Vicente tem mérito em chegar a esta fase e quer ir o mais longe possível, pelo que, dado o momento da competição, também somos candidatos a vencer a Allianz Cup. No início da época diria que esta proposta não se colocava em cima da mesa, mas a nossa maneira de estar é mostrar competitividade para, etapa a etapa, poder redefinir objectivos e é mediante esse argumento que continuaremos a jogar", comentou Daniel Sousa, sem problemas em revelar que está à espera de um FC Porto sem os internacionais portugueses: "Não quero estar a meter a colher no trabalho do Sérgio Conceição, mas vejo esta competição como uma oportunidade para dar ritmo e dinamizar rotinas. Dar competitividade a quem esteve sujeito a uma longa paragem, ao passo que os jogadores internacionais estiveram, efetivamente, em competição".