Andrew: «Seleção principal do Brasil é um caminho a ser trilhado»
Guardião conquistou a medalha de ouro nos jogos Pan-Americanos pelos sub-23 canarinhos
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O guardião Andrew, de 22 anos, assumiu que a medalha de ouro recentemente conquistada nos jogos Pan-Americanos ao serviço da seleção sub-23 do Brasil foi a "concretização de um sonho de menino", mas também revelou a ambição de poder vestir a camisola da seleção principal.
"Quando cheguei a Barcelos, há dois anos, era um menino cheio de sonhos, mas foi aqui que me fizeram acreditar no meu potencial e mostraram-me o caminho para chegar à seleção olímpica do Brasil, pelo que estarei eternamente grato ao Gil Vicente pelas oportunidades que me proporcionou. O clube não tinha obrigação nenhuma de me libertar para esta competição, mas o presidente entendeu, facilitou-me a oportunidade de representar o meu país e nada melhor do que regressar com um título. Esta valorização também é um orgulho para o Gil Vicente. Quando recebi a medalha de ouro perguntaram-me onde jogava e disseram-me que iam começar a acompanhar o Gil Vicente, pelo que trouxe um rótulo gratificante", confidenciou Andrew à comunicação dos minhotos, para logo de seguida vincar a importância do troféu arrecadado: "Chegar patamar onde cheguei, ser utilizado e conquistar um título que escapava 36 anos era um sonho. Estou na história do Brasil. É um dever cumprido."
Trajecto de valorização pessoal com muitas emoções à mistura, mas que Andrew garante também aplicar-se ao Gil Vicente, bem como ser o principal argumento para acalentar o sonho de um dia vestir a camisola da seleção principal brasileira.
"A seleção principal do Brasil é um caminho a ser trilhado. Estou a jogar na alta competição em Portugal. É um percurso diário. Cheguei aos sub-23 do Brasil e vou aproveitar cada ocasião para marcar o meu nome na CBF para, quem sabe, surgir uma oportunidade", revelou o guarda-redes, garantindo que procurou "desfrutar de cada momento nos jogos Pan-Americanos ao máximo": "Quando entrei houve um arrepio e uma vontade de chorar, mas também a obrigação de concentração para dar o meu melhor. Montamos uma família em pouco tempo. Um ambiente intenso, mas sempre vivido de forma alegre que acabamos por coroar com um título importante."