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Técnico assume favoritismo dos minhotos para a eliminatória da Taça de Portugal
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Bruno Pinheiro assume a obrigação que reveste o Gil Vicente para a eliminatória da Taça de Portugal a disputar frente ao Belenenses, clube onde teve a oportunidade de trabalhar em todos os escalões de formação, mas também defende que "é preciso provar essa vantagem teórica no campo, desta feita frente a um adversário que esta época ainda não conheceu o sabor de uma derrota".
"A obrigação é do Gil Vicente. Não há como esconder isso e, honestamente, gosto de ser favorito, até porque, enquanto técnico, procuro sempre desafios que me permitam vencer o máximo de vezes, mas uma coisa é a vantagem no papel, outra é provar esses argumentos no relvado", comentou o técnico, garantindo que "o objetivo para esta competição será eliminatória a eliminatória": "Nunca fui de fazer contas a longo prazo. Este é um jogo a eliminar que não sei se vamos ganhar, mas a ambição é vencer e evitar as dificuldades da época passada".
Avaliação pragmática sem esconder que vai ceder oportunidades a alguns jogadores menos utilizados, mesmo reconhecendo que "o Belenenses vai apresentar-se galvanizado".
"Não diria que haverá poupanças, mas vão acontecer algumas alterações. São nomes que não estão tão habituados a jogar, mas que me dão total confiança para esta eliminatória frente a um adversário que estará motivado em função do mediatismo que este jogo implica por força da diferença de escalões entre os dois emblemas e onde temos de ser competentes para decifrar a estratégia adversária, seja para atacar, como para fazer golos", asseverou Bruno Pinheiro, para logo de seguida desvalorizar o pormenor matutino da eliminatória (11horas) e abordar com alguma nostalgia o reencontro com o Belenenses: "Prefiro jogar à noite pelo ambiente, as luzes e o relvado húmido. O horário deste jogo não é comum, mas não pode servir de desculpa porque treinamos mais cedo do que isso todos os dias. Já sobre o regresso ao Restelo será especial. Costumo ser muito associado ao Estoril porque foi onde desempenhei funções enquanto treinador de uma equipa profissional, mas o Belenenses também é um clube onde me sinto em casa. Foram seis épocas onde treinei em todos os escalões de formação e certamente vou reencontrar alguns amigos, como o roupeiro e o Nuno Tomás e o Gonçalo Maria, elementos que fizeram parte da minha história".
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