César Peixoto e a ambição europeia: «Parecia que tínhamos um elefante na sala»

Treinador do Gil Vicente fez a antevisão ao jogo com o Casa Pia, esta 2.ª feira, a contar para a 31.ª jornada

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César Peixoto, treinador do Gil Vicente
César Peixoto, treinador do Gil Vicente • Foto: Tony Dias/Movephoto

Depois da derrota diante do V. Guimarães na jornada passada, o Gil Vicente tenta regressar esta 2.ª feira aos triunfos na receção ao Casa Pia. César Peixoto, treinador dos galos, lembra que o objetivo de terminar em lugar europeu permanece intacto.

Receção ao Casa Pia: “Desafio muito difícil e tem-se visto nos últimos jogos. Campeonato mais difícil do que parece, mais ainda na parte final. O Casa Pia está a lutar pela vida, quer levar pontos, mas temos de olhar para nós com confiança e continuar o trabalho fantástico, esperando que um outro resultado menos bom não nos afete. Depois de um jogo menos bem conseguido, esperamos dar uma resposta. Vai ser difícil, mas temos capacidade de vencer.”

Desilusão pelo último jogo: “Claro que quero ganhar, mas isto é uma maratona. Nos últimos jogos, aquela pontinha de sorte não tem estado connosco. No último jogo a primeira parte foi fraca, mas na segunda parte tivemos as melhores oportunidades para marcar. Criámos mais, mesmo não fazendo um bom jogo. O resultado [derrota por 1-0] até não acho que foi assim tão justo depois de analisar. Nos últimos lances dos jogos temos sofrido, a equipa fica frustrada, mas a equipa tem dado uma boa resposta. Espero que a pontinha de sorte também volte.”

Que Casa Pia espera? “Um Casa Pia muito forte, com um sistema de jogo com primeira e segunda bolas a tentar ganhar os duelos, com jogadores rápidos. Bons jogadores, uma equipa que vai trazer-nos dificuldades, acho que vai pressionar alto e sabemos que não vamos ter bola 90 minutos. Antevejo muitas dificuldades e temos de ser muito competitivos.”

Críticas à equipa no último jogo…: “Não vejo isso como uma crítica, mas uma constatação. Digo é a verdade. A equipa sabe e percebe que eu não lhe minuto. Não fizemos uma boa primeira parte, não escondo isso, e devemos assumir o problema para resolver. Enfrento o problema e tento resolver. É nestes jogos que crescemos, lutar sempre para ganhar é diferente de lutar para não descer. Queremos continuar na luta até ao final e por vezes há jogos menos bons. Foi a pior primeira parte que tivemos, mas o que falei é uma situação perfeitamente normal, até porque sou eu o responsável. Tenho orgulho no que eles fizeram, mas sou exigente e quero mais. Não eram os melhores antigamente, como agora não são os piores. Ninguém duvida dos jogadores por causa de um erro.”

Como está Elimbi? “Está a treinar, vamos ver se aguenta o ritmo de jogo. É sempre mais uma opção.”

O grupo sentiu mais pressão depois de ter assumido, em março, a Europa como objetivo? “Tem-se falado um bocado nisso, mas isso não faz sentido. A pressão que acumulámos foi pelas grandes vitórias, recordes que batemos e esse entusiasmo deu-nos o direito de sonhar, só falei por isso. O Gil Vicente tem lutado para não descer nos últimos anos, não é um habitué a andar nestes lugares, uma época fora do normal pela positiva. Já que estamos aqui vamos recusar ir [à Europa]? O objetivo é querer mais, adquirimos esse direito, essa expetativa, essa pressão positiva. Todas as pessoas do clube têm de perceber isso, é natural numa equipa jovem que isto aconteça [pressão], mas faz parte do crescimento do clube. O que senti foi que os jogadores precisavam de confiança e quando falei nisso [objetivo de apurar o Gil Vicente para a Liga Conferência] foi para lhes dar confiança. Parece que havia um elefante na sala e decidi, quando passámos para trás do Famalicão [na classificação], falar no objetivo”.

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