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Tiago Lenho, diretor desportivo do Marítimo, apercebeu-se do desconforto emocional que o apito final suscitou na comitiva e ainda agarrou pelo braço de José Gomes para evitar que o treinador se dirigisse ao árbitro, mas não conseguiu travar a irritação do responsável, nem o diálogo que presenciou no centro do relvado. "O primeiro golo do Famalicão surge quando o Riascos, que teve de ser assistido, está fora a pedir para entrar do outro lado do campo. A bola vem até junto dos bancos, pelo que foi por perrice, porque não há outra forma mais suave de o dizer, que não o deixaram entrar. Acontece que a equipa desequilibrou-se e surgiu o golo adversário. O que fui dizer ao Hélder Malheiro no final do jogo é que há uma ligação direta entre a perrice da arbitragem e o resultado final", justificou o treinador do Marítimo.