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José Gomes: «Estamos preparados para jogar bem num estádio que pode estar cheio»

• Foto: Lusa

O Marítimo conseguiu um importante triunfo frente ao Boavista, no famoso Caldeirão dos Barreiros. Agora, o próximo adversário é o sensacional Arouca, que está na corrida pela Europa. O técnico José Gomes espera mais uma partida de dificuldades acrescidas.

"Espero muita dificuldade, pois o Arouca está a jogar muitíssimo bem. É uma equipa muito bem orientada, organizada e estão com uma dinâmica muito interessante, o que já não é de agora, nem é fruto do acaso a posição em que se encontra na tabela classificativa. Tem um jogo interior muito forte, mas também é forte nos corredores. Vai ser um jogo difícil, mas compete-nos a nós estudar e anular a dinâmica e o que são fortes, tentando explorar o que fazem menos bem. É uma equipa que tem legitimidade em pensar numa ida à Liga Europa, pois estão em posição para tal", começou por afirmar o treinador no lançamento do encontro. E reforçou a ideia das dificuldades que a sua equipa deverá encontrar: "Acho que a dificuldade está associada ao que são capazes de fazer, independentemente da posição em que se encontram. Agora, nesta fase da Liga, em equipas que já estão longe dos objetivos e já não lutam por nada, por vezes há algum relaxamento. O Arouca não está nessa fase, mas sim numa luta por uma posição europeia, tal como nós estamos na nossa luta".

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O estádio do Arouca deve registar uma boa casa, até porque é um sábado de Páscoa. "Estamos preparados para jogar num estádio cheio e sinceramente até preferia se tal acontecesse. Iria ser melhor para nós até do que para eles que não estão habituados. Prevejo que vai estar muita gente. É um jogo no sábado, antes da Páscoa, muita gente com disponibilidade para ir ao estádio. O Arouca está numa posição europeia, por isso vai estar muito público. Estamos preparados para jogar bem e não vejo isso como vantagem ou desvantagem. Estamos habituados a jogar com o nosso estádio cheio, felizmente. E isso até será melhor para nós do que para eles."

Os madeirenses devem contar com o apoio de cerca de uma centena de adeptos maritimistas e o líder da equipa destaca a importância desse apoio. "O apoio dos adeptos foi muito importante, como tem sido até aqui. Nós como profissionais só temos a agradecer o apoio que nos têm dado, porque o Marítimo está fora da classificação que devia ter nesta altura e eles têm nos apoiado, sentindo-se o calor do que é jogar no Marítimo, sobretudo no nosso estádio, pois é extraordinário, dando confiança ao processo. Foi bom vencer, mas já é passado", afirmou.

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Para o técnico de 52 anos, "é sempre importante não sofrer golos em minutos cruciais, como o início ou no fim de cada parte": "São momentos em que há mais golos, curiosamente, em todas as Ligas europeias. Nos últimos 10 minutos dos jogos, esses golos decidem, mas a importância de manter a nossa baliza protegida no começo do jogo é muito importante, por tudo aquilo que já sofremos e por tudo o que já passamos."

"A pressão existe pois não estamos na posição que queríamos"

Quanto à pressão da luta pela manutenção, José Gomes foi direto: "A pressão existe. Não estamos na posição que queremos e o campeonato está a oito jogos do fim. O que dá mais pressão, não sei. Sei que existe e ainda bem que tal acontece. A nossa vida no futebol é trabalhar debaixo de pressão. O que nós temos de fazer é prepararmo-nos o melhor possível para lidar com essa pressão e exteriorizar o que melhor temos dentro de nós. É nesse sentido que estamos a ajudar os jogadores a encontrarem a felicidade e o prazer de jogar, mesmo estando debaixo de pressão, que é inevitável, pois estamos completamente fora do que deveria ser o nosso lugar".

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Em relação ao onze que irá apresentar, numa altura em que o boletim clínico deixou de ser revelado, o treinador foi direto: "Queria alterar o mínimo possível. Infelizmente aconteceram algumas coisas de ordem clínica que me vão obrigar a alterar mais. Uma era inevitável, pois o Moisés Mosquera viu o quinto amarelo. E aconteceram mais algumas coisas, mas acho que vamos estar fortes".

Por João Manuel Fernandes
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