Numa visita à Escola de Santa Cruz, o guarda-redes Marcelo Carné foi o porta-voz do estado de espírito da equipa do Marítimo, na preparação para mais uma final, desta feita no Jamor, frente ao Casa Pia. "É muito bom este contacto próximo com os alunos. Gosto muito do estudo e incentivo esses jovens a estudar. Estar numa escola e fazer este tipo de ação é muito importante. O Marítimo se preocupa bastante com essa parte social, por toda ilha", disse o brasileiro.
Importante será o apoio dos 300 adeptos que irão estar em Lisboa, para apoiar a equipa este domingo. "É importante o apoio dos adeptos e não nos está faltando, pois estão a ir aos jogos em massa. Acredito que isso nos aproxima das vitórias e esperamos ter um desempenho melhor neste jogo com o Casa Pia, transformando as oportunidades de golos que estamos criando. Estamos carentes de uma sequência de resultados positivos, pois só assim o Marítimo vai sair desta situação, contando com o apoio importante dos nossos adeptos", afirmou o dono da baliza maritimista. E reforçou a ideia: "É sempre importante as energias positivas dos adeptos junto de nós. Só dá mais força para retirar o clube desta situação. Todo o mundo está se entregando ao máximo. No Brasil se fala muito do 12º jogador e acho que os adeptos do Marítimo estão fazendo isso, com essa ida em peso para Lisboa, aumenta as nossas possibilidades de vencer o jogo".
Quanto ao que tem faltado para a equipa somar mais vitórias: "Faltam muitos detalhes. Há sempre um que está faltando desde que cheguei ao clube. Esforço não está faltando. Temos de acertar esses pormenores e o treinador José Gomes está tentando fazer o máximo possível para podermos derrotar os adversários, sabendo das suas fraquezas de forma a explorar e travar a suas maiores forças. Falta só um pouco mais de concentração no jogo e também um pouco de sorte. Acredito que a maré vai virar e vamos fazer tudo que seja já neste próximo jogo". Marcelo Carné foi buscar o exemplo do encontro com o Benfica, reforçando a importância da concentração: "São detalhes que fazem com que a nossa defesa seja a mais batida do campeonato. No último jogo, sofremos um golo já nos descontos da primeira parte. Não nos podemos expor nessa fase do jogo, pois atravessamos uma fase complicada onde falta uma sequência de triunfos. O que passou, já passou, mas são lições que ficam. Temos conversado muito para não cometer os mesmos erros. Tenho a certeza que vencendo este jogo fora, vamos conseguir uma sequência de bons resultados".
Questionado se o Marítimo estava "obrigado" a vencer este encontro, o pupilo de José Gomes não coloca essa questão como só uma obrigação: "Obrigatoriedade de ganhar é difícil falar dessa forma, pois o adversário também tem valor, com pessoas que trabalham pensando em vencer o jogo. Acho que a nossa responsabilidade é bem grande e não tem outro caminho. O trabalho está a ser feito, os detalhes estão a ser cuidados e com um pouco mais de concentração e um pouco de sorte, acredito que possamos vencer. Vamos trabalhar para isso".
O titular maritimista, de 33 anos, está feliz na Madeira e com a vinda para os maritimistas. "Vim para ajudar o Marítimo. O treinador é que escolhe quem joga e estou a trabalhar sempre para poder corresponder quando sou chamado. Acho que tenho feito bons jogos, mesmo até nas derrotas que sofremos. Vou continuar a trabalhar para poder estar sempre pronto e ajudar na obtenção das vitórias", finalizou.