Tulipa e a hipótese de o Marítimo não defrontar Vizela: «Preparei o jogo e nada me foi dito em contrário»

• Foto: Hélder Santos

O Marítimo treinou na tarde desta quinta-feira à porta fechada no seu estádio, no popular Caldeirão dos Barreiros. Tulipa continua a preparar a estreia da equipa na primeira fase da Allianz Cup e foi claro quanto à possibilidade de os madeirenses não se apresentarem este sábado em Vizela, segundo notícias hoje vinculadas num jornal regional da Madeira.

"Estou com o grupo e interessa-me muito as notícias sobre o que fazemos em termos de desenvolver as capacidades dos atletas e o que poderemos melhorar. Quanto às notícias de hoje, sobre a possibilidade de não ir a Vizela, terá de perguntar a outras pessoas, que são importantes no clube, como é a administração. Eu preparei o jogo e nada me foi dito em contrário. Sábado temos de estar o melhor possível, embora sabendo que temos um potencial muito grande para desenvolver", referiu.

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Já sobre a possibilidade de ainda ver a sua equipa a disputar a Liga Betclic, o líder dos verde-rubros, também falou de forma direta: "Já tenho alguma idade. Os nossos jogadores também costumam ler jornais e têm a ambição de continuar na 1.ª Liga. Nós perdemos a nossa posição no campo, que é onde temos de lutar. Temos de fazer as coisas legais, compreendo a posição do clube de lutar até ao fim, mas já estamos focados em outra coisa, no que nos diz respeito, como o trabalho diário, a cimentação de uma equipa com fome e sede de vencer. Gostaríamos de ter o afeto dos nossos adeptos, pois vai ser fundamental para nós voltarmos ao sitio que queremos estar".

«Allianz Cup começa muito cedo»

Estando na terceira semana de pré-época, o técnico maritimista considera que a Allianz Cup surge numa altura que não é a ideal. "É uma competição que começa muito cedo, com as equipas a ainda a construírem os seus plantéis. Estamos na terceira semana de trabalho, onde temos de dar algum volume de treino aos jogadores, para depois podermos estar em óptimas condições no começo do nosso campeonato em termos físicos. É um jogo que queremos ganhar. O Marítimo em todos os jogos em que participa, tem a ambição de vencer, ser competitivo", disse o treinador de 50 anos.

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O regresso a Vizela é encarado com alguma nostalgia, mas também ciente de que agora está no lado oposto. "O Vizela deu-me a oportunidade de voltar à primeira divisão como treinador. Iniciei com os sub-23 deles e as coisas correram muitíssimo bem. Surgiu a oportunidade de assumir a equipa principal e as coisas correram bem. Atingimos o nosso objetivo de forma categórica. Agradeço a essas pessoas, mas agora será um adversário e eu serei um rival", afirmou.

Quanto ao que pode encontrar numa altura ainda de muitas incertezas, Tulipa, revelou que "o Vizela como todas as equipas, está a mudar muito, saindo vários jogadores, criando alguma instabilidade, havendo ainda as oportunidades de negócio que têm de ser aproveitadas. Conhecemos a individualidade dos jogadores, pois estivemos com eles, mas não sabemos a ideia do novo treinador".

«Equipa já consegue fazer coisas bonitas»

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No horizonte do técnico está ainda uma equipa em construção, mas que já consegue fazer coisas bonitas: "Temos ainda mais quatro semanas até ao começo do campeonato. Vai haver novos jogadores, possivelmente haverá também novas saídas, pois o mercado assim o exige. Quanto mais tempo tivermos para trabalhar, melhor vamos ser, disso não tenho dúvidas. Queremos ser uma equipa que tenha controlo e domínio do jogo. Na terceira semana já conseguimos fazer coisas muito boas. Quero que isso apareça no jogo deste sábado".

Quanto a segredos para atingir a meta de regressar à Liga Betclic, Tulipa teceu elogios ao seu clube. "O clube tem grandes condições de trabalho, com uma riqueza muito grande a nível de instalações. Queremos que o nível competitivo seja elevado. Demos passos em frente para conseguir fazer coisas diferentes e obter resultados diferentes. O segredo começa por mim, animando os jogadores, dar-lhes confiança, muita disciplina e muito trabalho. Temos também de ter criatividade, pois sem isso não fazemos nada na vida", revelou.

«Plantel curto, mas competitivo»

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O técnico maritimista acredita que é necessário ter um plantel curto, mas competitivo: "Perdemos hoje o Vidigal. Sempre disse que precisamos de 19 a 20 jogadores competitivos e depois olhar para a nossa formação, com três ou quatro vagas constantes, permitindo desenvolvimento. Os 20 jogadores têm de lutar por um lugar todos os dias".

Sobre o plantel, Tulipa admitiu precisar de reforços. "Temos poucos extremos e ainda precisamos de mais alguns reforços, restando ver o que acontece em termos de possíveis saídas", terminou.

Por João Manuel Fernandes
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