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José Gomes: «Portimonense é um adversário com uma organização excelente e está mais forte com os reforços»
Treinador do Marítimo está castigado e não estará no banco em Portimão
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O técnico do Marítimo, José Gomes, fez esta quinta-feira o lançamento da partida com o Portimonense, antes de ficar a saber que não poderá estar no banco a orientar o encontro com os algarvios, pois foi suspenso com um jogo de castigo, face à sua expulsão perante o Sp. Braga.
"O jogo do Braga é passado, como são os outros jogos que já disputamos. O passado fica para trás. Fizemos coisas boas e coisas más, mas pelo o que os meus jogadores têm vindo a fazer, merecíamos ter mais pontos, pelo que foi feito em campo. Só que, a este nível, contra adversários com qualidade, os erros significam perda de pontos. Temos de estar concentrados em todos os momentos do jogo, para que as probabilidades de estes erros acontecerem, sejam menores", começou por referir o treinador de 52 anos.
O líder dos verde-rubros quer que os adeptos continuem a apoiar a equipa e acreditar na permanência na Liga Bwin: "Vamos agarrar nas coisas boas que temos vindo a fazer e transportá-las para o futuro, pois mais uma tivemos muito apoio dos nossos adeptos, com muitas pessoas, o que é sinal de carinho e que acreditam no que estamos a fazer. Temos de respeitar a sua presença em massa no Estádio do Portimonense e mostrar o futebol que temos vindo a fazer melhor, traduzindo isso em pontos, pois é o mais importante, pois não ainda estar a jogar bem, ter vitórias morais, nem que merecíamos ganhar contra o Braga, ou estar a perder contra o FC Porto. O que conta é o que se consegue no campo e aquilo que temos conseguido, está ainda distante do que temos produzido. Temos de traduzir em pontos o que temos feito no jogo. Não vale a pena estar aqui com palavras que adornam as coisas, pois o que precisamos é de pontos e a partir de agora, é para isso que vamos jogar".
"À medida que as jornadas vão passando, a margem de erro vai diminuindo"
O líder maritimista abordou o facto de a sua equipa sofrer golos muito cedo, embora considerando que foram sofridos de forma distinta. "O que aconteceu em termos de golos sofridos com o Vizela e com o Chaves, tiveram razões diferentes. Às vezes acontecem as coisas e a tendência é meter tudo no mesmo saco. Nós como profissionais não podemos fazer isso, tendo de analisar com rigor o que aconteceu, que foi diferente, mas aconteceu… e não poder acontecer é uma realidade. O que temos de fazer é jogar bem, mas isso só não chega, pois jogámos bem a primeira parte com o FC Porto, com o Braga e ao minuto 39, estamos a ganhar e ao minuto 45, estamos a perder 2-1… Temos de fazer bem de uma forma constante e traduzir isso em pontos. À medida que as jornadas vão passando, a margem de erro vai diminuindo. Quando se trata de adversários que podem ser considerados diretos pelo mesmo objetivo, o jogo vale mais que três pontos. Há erros que não se podem cometer nestes jogos", afirmou.
"Olho para vida sempre pela forma mais otimista"
José Gomes nãos e deixa abater com a falta de pontos que a sua equipa vem tendo, face às exibições produzidas, continuando otimista para um futuro mais risonho, nomeadamente, na luta direta com o Santa Clara, no objetivo de escapar à despromoção: "O sentimento é sempre olhar com otimismo para a questão de o Santa Clara estar perto ao nível dos pontos. Ansiedade, eu não acredito que dê, porque é uma posição da qual, infelizmente, esta época, o Marítimo ainda não saiu. Acredito que quando cair outra equipa nesta posição, ou quando por lá passarem outras equipas, pois isto ainda vai dar muita volta, acredito que aí possam ter ansiedade. O sentimento de sofrimento que temos vindo a ter, será uma das nossas maiores forças para o futuro. Estamos numa posição que não é a nossa, mas continuamos a trabalhar como estamos a trabalhar e a jogar como estamos a jogar, como ainda agora se viu contra o Sp. Braga, é sinal que estamos mais fortes".
O responsável maritimista, reforçou a ideia de que acredita em melhores dias num futuro próximo: "Olho para vida sempre pela forma mais otimista. Olho para os jogos que referiu (Sporting, Porto e Braga), vejo capacidade. Foram estes jogadores que fizeram esses bons jogos, não foram outros. Isso é sinal de esperança para aquilo que vem, face à situação em que nós estamos. Não podemos ver pelo lado negativo, mas sim, pensar que temos e agarrar na capacidade demonstrada pelos nossos jogadores, mostrar-lhes as imagens de vamos dar-lhes confiança, pois foram eles que jogaram e transferir isso para os jogos que aí vêm. Não temos outro caminho".
Quanto à análise feita a este reforçado Portimonense, no mercado de Inverno: "Há jogadores do Portimonense que estão com ritmo de jogo, outros estão a chegar e a jogar e a tendência da equipa será melhorar, pois realmente estão mais capazes a nível de plantel, pois equilibraram-se mais e estão reforçados. Mas isso é um problema deles e não acredito que o experiente treinador e muito organizado, como é o Paulo Sérgio, que monta sempre muito bem as suas equipas, não será pela mudança que teve no seu plantel, queira agora de repente a forma de jogar. O Portimonense tem muitos jogos, à semelhança do que nos aconteceu a nós, não ganhou e se calhar merecia ter ganho. Acredito num adversário com uma organização excelente e ainda mais forte com os reforços que teve".
"Devia ser pública a conversa entre o vídeo-árbitro e o árbitro"
O treinador dos madeirenses, continua a defender que no futebol, as conversas mantidas entre o vídeo-árbitro e o árbitro, deviam ser tornadas públicas, como acontece em outras modalidades. "Em relação à arbitragem, eu gosto de falar com os árbitros. Há aqui uma distância que se calhar não tem lógica, mas existe e nós temos que a respeitar. A forma como falamos com os árbitros, temos de ser mais comedidos e mostrar mais respeito, pois é muito difícil ser árbitro. Quando não se ganha, há lances no meio do jogo, em que as coisas ficam mais exaltadas, a vontade é falar com os árbitros de outra forma, mas não podemos fazer. Aquilo que eles menos precisam, é que nós, antes e depois dos jogos, se lhes passarmos instabilidade e criticá-los. Isso é feito nas instâncias normais. O que eu acho e não sei se todos os árbitros estarão de acordo ou não, não sei o que é que os homens que mandam no futebol, no Mundo, o irão permitir ou não, acho que devia ser pública a conversa entre o vídeo-árbitro e o árbitro. Quem não deve, não teme e não pode ficar por esclarecer o que aconteceu numa determinada jogada. O que disse um e o que disse o outro. À semelhança do que acontece em outras modalidades do mundo, as coisas são faladas e escuta-se no estádio e nas televisões em casa, por quem está a assistir. Depois, tem de haver um critério igual, pois não podemos estar todos a jogar o mesmo jogo, mas uma regra hoje é de uma forma, e depois, o mesmo acontecimento, ser julgado de forma diferente, em outro jogo. Sei que é muito difícil ser árbitro e todos no futebol têm que ajudar os árbitros a melhorarem, terem melhores exibições, estando nas competições mais importantes do mundo no futebol", finalizou uma conferência onde ainda não sabia que não poderia estar sentado no banco a orientar os seus pupilos e que essa tarefa vai ficar entregue aos adjuntos Otávio Moreira e João Penedo.