Marítimo-Nacional, 1-1: ''Derby'' muito insonso resolvido nos ''penalties''
O Nacional conquistou ontem a Taça da Madeira referente à época transacta – cuja final já tinha sido adiada duas vezes – ao superar o velho rival Marítimo no desempate por grandes penalidades. Antes houve 120 minutos de pouco futebol, num "derby" que não deixou saudades.
O Marítimo apresentou-se quase na máxima força, com alterações pontuais na sua estrutura. Pelo contrário, o Nacional jogou praticamente com a sua "reserva" e a verdade é que não se deu mal. A primeira oportunidade até foi dos alvi-negros, num remate de cabeça de Ricardo Esteves, que não passou longe do alvo. Seja como for, a primeira parte foi do Marítimo. Jogou mais, levou quase sempre a melhor na luta do meio-campo e foi, sobretudo, mais objectivo no ataque à baliza de Belman. O golo de Júnior acabou por ser o corolário desse domínio. De registar o excelente passe de Pepe a isolar o seu colega que, ante a saída precipitada do guarda-redes do Nacional, fez-lhe um vistoso chapéu, com as medidas certas.
Na segunda metade, a equipa ontem dirigida por Eduardinho acordou. Alvarez começou a mostrar os seus atributos e foi através de uma iniciativa do médio espanhol que surgiu o empate, quando Adriano surgiu ao segundo poste, nas costas de Ezequias e bateu Gilmar.
A entrada de Adilson equilibrou o duelo na intermediária, mas pouco mais se viu do que muita luta de parte a parte. Quanto a futebol, só a espaços foi possível vislumbrar algo de bom. Júnior (62') e Cleomir (84') ainda podiam ter desempatado, mas não conseguiram evitar o prolongamento, para "desespero" dos espectadores que marcaram presença nos Barreiros.
Como se esperava, o desgaste físico acentuou-se nos trinta minutos suplementares e o jogo continuou a ser "incaracterístico", como dizem os entendidos. Nas grandes penalidades, a vitória sorriu ao Nacional, após sete remates falhados, quatro pelo Marítimo e três pelos alvi-negros. Até aí o desacerto foi evidente.
A arbitragem esteve ao nível do jogo: fraquinha.