Marítimo-Nacional, 2-0: O resultado adequado ao futebol madeirense
Martins dos Santos foi protagonista, pelas piores razões, num jogo que confirmou a qualidade dos dois candidatos europeus
O Marítimo fez por merecer a vitória, num "derby" a todos os títulos histórico para o futebol da Madeira, que poderá vir a estar representada com duas equipas na próxima edição da Taça UEFA. Houve até direito a foguetes no final de um jogo sempre muito disputado, que confirmou a qualidade das suas equipas. Ganhou a experiência de Manuel Cajuda, que soube neutralizar as unidades mais influentes do adversário e surpreendê-lo na sua área. No fundo, era o resultado que mais interessava à Madeira: o Nacional mantém-se firme no 4.º lugar - o Sp. Braga ajudou - e os verde-rubros voltaram ao 6.º lugar, distanciando-se do Boavista.
Os dois conjuntos apresentaram inicialmente o esquema habitual e depressa se viu que o Marítimo queria cumprir a "obrigação" de ganhar. Léo Lima e Danny deram o primeiro aviso e Pepe acabou mesmo por facturar, na sequência de um livre de Alan. Era o tónico que os verde-rubros - que entraram rápidos e objectivos na procura da baliza adversária - precisavam para encarar o resto do jogo com outra tranquilidade. Mas o Nacional não se ficou e puxou dos "galões", justificando o porquê do seu brilhante campeonato. Serginho Baiano começou a fazer das suas e só não empatou porque Marcos fez uma grande defesa (33'). A ala esquerda de Mior funcionou, mas os resultados práticos foram nulos. Entretanto, Martins dos Santos já distribuíra seis amarelos em quarenta minutos...
Na segunda metade, o Nacional surgiu com Alvarez e assumiu, de modo mais consistente, o comando do encontro. Rossato e Baiano tiveram ocasião para empatar, mas o Marítimo respondeu sempre através de velozes contra-ataques, com Danny a falhar clamorosamente o 2-0. A toada manteve-se até final, com os verde-rubros a defenderem-se sempre bem e o Nacional a não encontrar soluções para furar aquela "muralha", bem apoiada pelo meio-campo. Mior apostou tudo quando trocou o "trinco" Cléber pelo veterano dianteiro Serginho Cunha, mas não houve forma de empatar. O Marítimo não se desuniu e, num dos seus venenosos contra-ataques, Chainho "acabou" com o jogo. Em suma, um resultado ajustado, num espectáculo que reflectiu o nível dos candidatos "europeus".
A arbitragem foi "à Martins dos Santos". Protagonismo a mais, cartões em excesso e duas expulsões, quase seguidas, de Léo e Goulart. Rincón teve um fora-de-jogo mal tirado quando ficava isolado e Baiano viu amarelo exagerado, num lance em que caiu em luta com Van der Gaag.