Presidente do Marítimo revela: «Van der Gaag era um namoro antigo»

Carlos André Gomes esteve no programa 'Marítimo na rádio'

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O presidente dos madeirenses, Carlos André Gomes
O presidente dos madeirenses, Carlos André Gomes • Foto: Hélder Santos
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Carlos André Gomes, presidente do Marítimo, concedeu uma entrevista ao programa 'Marítimo na rádio', que vai para o ar na TSF Madeira, na qual abordou vários temas da atualidade do campeão da 2.ª Liga. Um deles foi a contratação de Mitchell van der Gaag, que foi o escolhido para comandar os maritimistas no regresso à 1.ª Liga, e o líder do clube revelou que esta não foi a primeira vez que tentou fazer regressar o ex-jogador e treinador ao clube. 

"O Mitchell tem o perfil que nós, desde o início, procurámos. Era um namoro antigo. Já por duas vezes tínhamos falado e, nessas alturas, não se concretizou. Desta vez concretizou-se e fico muito feliz por duas coisas. É um profissional de excelência, muito competente naquilo que faz e, acima de tudo, é um profissional que leva o Marítimo no seu coração", começou por dizer Carlos André Gomes.

Questionado sobre os objetivos do Marítimo para a próxima época, o presidente madeirense foi claro. "Vamos jogar para um campeonato tranquilo, atingir rapidamente os 35, 36 pontos, garantir a estabilidade e trabalhar, paralelamente, no plano comercial que vai dar sustentabilidade e futuro ao Marítimo", afirmou.

Na mesma entrevista, Carlos André Gomes realçou que já está a trabalhar nos reforços para 2026/27 e que os jogadores que chegarem à Madeira este verão vão acrescentar qualidade à equipa. "Não vamos cometer loucuras, mas podem ter a certeza de que quem vier, vai acrescentar valor à equipa e vamos, com toda a certeza, fazer um campeonato digno da história do Marítimo, dos nossos pergaminhos". 

Quanto ao tema dos direitos televisivos, que tanta polémica tem criado, o líder máximo dos maritimistas explicou a posição do clube. "O que houve da parte do Marítimo, acompanhado pelo Nacional, foi uma tentativa de melhorar ainda mais aquilo que era proposto pela Liga. O modelo que passou não é o ideal para o futebol português, mas não podemos passar dos 8 ao 80. Tem de se fazer em dois ciclos. Nós confiamos que aquele trabalho que a Liga está a fazer numa primeira fase é preparar uma redução e numa segunda fase trazer realidades mais correspondentes com aquilo que se pratica no resto da Europa", disse.

Por fim, não escondeu a felicidade pelo Marítimo ter conquistado a 2.ª Liga e ter regressado ao principal escalão do futebol português três anos depois. "Acho que conseguimos reunir aqui um grupo muito forte, um sentimento de união muito grande em torno do objetivo, que era fazer regressar o clube à Liga, mas criando sempre a ideia de que não valia a pena sonhar muito à frente, se não ganhássemos o próximo jogo. Foi muito importante baixar as expectativas e criar as condições para, jogo a jogo, irmos ganhando até ao fim. No final, fomos campeões", concluiu. 

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