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27 agosto 2022 - 20:55

Vasco Seabra garante: «Serei sempre a solução para o Marítimo»

Técnico aborda futuro após quatro derrotas no arranque da Liga

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O Marítimo ainda não venceu - só tem derrotas nas quatro primeiras jornadas da Liga Bwin -, mas Vasco Seabra assegura continuar a sentir condições para continuar no comando da formação insular. Após o duelo com o Portimonense, que os madeirenses perderam por 1-0, o técnico assume que o desaire deste sábado custou, pois entende que a equipa lutou muito para inverter o cenário negativo.

"Falar de justiça ou injustiça é muito difícil no futebol. Vocês sabem disso tão bem quanto eu. Há 15 dias, eu estava aqui a dizer aquilo que me ia na alma, e que era o meu sentimento também, e senti que, de facto, não tínhamos sido proativos, não tínhamos procurado inverter aquilo que nos tinha acontecido mesmo depois de ter estado a ganhar. No dia de hoje, é daquelas derrotas que custam mesmo muito. Primeiro, pela atitude dos jogadores, pela forma como se entregaram às coisas. Hoje não ganhámos, mas a equipa lutou muito para o conseguir", começou por analisar.

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"Penso que concedemos muito pouco ao adversário, tirando os últimos cinco minutos, em que estávamos completamente balanceados. Tirando isso, acho que concedemos mesmo muito pouco. A equipa procurou jogar para a frente, com alguma ansiedade, é um facto, e nem sempre bem jogado porque o relvado não está fácil quando a gente precisa de acelerar o jogo, com drible, saída, como é o perfil dos nossos jogadores",

Questinado sobre o relvado dos Barreiros, o técnico assumiu que dificultou. "Não sou um especialista em relvados. Agora, é problemático, pois nós não conseguimos travar. Os nossos jogadores querem acelerar, querem travar - e não estou com isto arranjar desculpas pela derrota - e é uma evidência que o relvado levanta com muita facilidade e até nos remates o pé de apoio não consegue aguentar na relva e isso dificulta os remates enquadrados ou com força."

E quanto ao futuro, Vasco Seabra sente o lugar em risco? "Serei sempre a solução para o Marítimo e para onde estou. Não vivo agarrado a absolutamente nada, só à dedicação ao meu trabalho e por isso sinto-me tranquilo comigo mesmo. A contestação é uma coisa natural, pois tenho a certeza que se a gente ganhar três jogos seguidos, chegamos aqui e somos aplaudidos"."

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