Paulo Alves era naturalmente um treinador satisfeito depois da vitória do Moreirense por 4-2 diante do Estrela da Amadora. Um triunfo que o técnico diz ter sido justo e que permite à sua equipa continuar a sonhar com a presença na próxima ronda da Allianz Cup. Mas antes disso, Paulo Alves aproveitou a sua análise para deixar agradecimentos e fazer uma homenagem.
"Quero começar por agradecer o apoio que nos foi dado pelos adeptos, temos de procurar dar continuidade a esta performance. Gostaria de deixar a minha sentida homenagem a uma pessoa que vai ficar como um mito no futebol português, alguém extraordinariamente elegante na dimensão humana que tive o privilégio de conhecer e de partilhar balneário. O Fernando Gomes era um ídolo de miúdo, fica a minha homenagem ao Fernando Gomes, à sua família e à família portista", começou por dizer o técnico.
Sobre o jogo, Paulo Alves fala numa vitória justa. "A equipa até nem entrou bem, tanto na primeira como na segunda parte, por isso mesmo sofremos dois golos nessa fase menos boa, a equipa teve sempre capacidade de reagir e procurar o resultado. A vitória é inteiramente justa, fizemos quatro golos e podíamos ter conquistado mais. Cumprimos o objectivo de ganhar e continuar vivos na competição."
De olho na partida com o Benfica, que decidirá qual das duas equipas se apurará para a final four da Allianz Cup, o técnico assume esperar dificuldades, mas garante uma equipa focada no objetivo. "O jogo com o Benfica vai ser um jogo de cartaz, de dimensão importante. O nosso objectivo era chegar a este jogo com a possibilidade de discutir a continuidade em prova, o que conseguimos. Vamos defrontar um adversário que está a fazer uma época fantástica, que tem uma equipa de elevado recorte técnico. Temos de respeitar, perceber isso, mas não temos de ter receio de ninguém. Temos qualidade para ir atrás de um dos resultados que servem as nossas pretensões. Estaremos cá para dar uma boa resposta. Dentro das quatro linhas temos de dar uma resposta à altura, se pudermos seguir em frente não vamos abdicar disso."
Por Bruno Freitas