Vasco Botelho da Costa e a receção ao Sporting: «Equipa forte, mas não invencível»

Vasco Botelho da Costa
• Foto: Luís Vieira/Movephoto

O Moreirense recebe o Sporting, este sábado, com a ambição de bater pé a um dos candidatos ao título. Vasco Botelho da Costa está alerta para um jogo de grande dificuldade, frente a um adversário de enorme valia, mas não foge à missão de procurar a vitória. 

Jogo com um candidato ao título: "Jogo difícil. Nós dissemos no início que tínhamos como objetivo lutar para ganhar e ser competitivos em todos os jogos. Apesar de termos perdido 3-0 e 4-0 fomos em crescendo. A primeira parte com o Benfica é muito boa, se calhar tivemos mais dificuldades em Alvalade, tivemos alguma sorte por não termos tido um resultado mais desnivelado. Estamos a falar de uma equipa difícil de parar. É o momento mais importante, perceber como parar o Sporting. Fechando dentro, Sporting é forte fora, se pressionarmos fora, encontram gente dentro. Se pressionarmos alto, são fortes na profundidade. É um desafio defender a grande qualidade que o Sporting tem, não é à toa que é o melhor ataque da prova. Se falarmos de um Sporting que não tem feito mossa é um Sporting que tem tido 4 ou 5 ou 6 oportunidades claras em vez de 10 ou 12. Gostamos de ter bola e esse é um dos desafios, perceber até que ponto conseguimos não estar muito tempo a defender. Em determinados momentos podemos ser obrigados a isso, mas temos que ser solidários, competentes, perceber as intenções principais do Sporting para o jogo, ainda que tenham esta versatilidade que disse. Depois, dar crescimento e maturidade. Se somos competitivos contra grandes, grande parte desses jogos ficaram desbloqueados por erros nossos infantis e que espero que não se repitam."

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Sporting marca muito a acabar e Moreirense sofre. Como se mantém a equipa ligada? "Não olho para o jogo dessa forma, ainda que o golo propriamente dito tenha aparecido nesses últimos minutos, se formos analisar os últimos jogos, pelo menos 5 ou 6 ou sete oportunidades têm, o que é um indicador de que o golo podia aparecer mais cedo. O que acho que faz a diferença tem que ver com a diferença de intensidade, de andamento, de uma equipa com jogadores fisicamente evoluídos, habituada a grandes palcos, que nós não somos. Aí pode entrar essa dimensão. Se temos esse grande objetivo de sermos competentes e competitivos contra qualquer adversário, temos que perceber que estes são desafios que temos em jogos desta envergadura. Temos de olhar para isso como uma oportunidade para crescer." 

Regresso às vitórias: "É importante, é sempre melhor trabalhar sobre vitórias, mas ao mesmo tempo estes são aqueles jogos que são um bocadinho fora da caixa. Importante é perceber como é que depois de uma adrenalina como a que se sente num palco destes vamos encarar o jogo do Casa Pia da mesma forma. Estes jogos trazem outro tipo de desafios. A vontade e motivação não é de todo a maior das preocupações. Estamos satisfeitos com o resultado. Neste momento estamos a um jogo de distância do grande objetivo e temos que ganhar. Como em todos os jogos, vamos olhar para este com o objetivo de o tentar ganhar, sabendo de antemão que temos que passar por momentos que não estamos tão habituados a passar. Mais do que pensar que são problemas, temos de olhar como oportunidades de crescimento e que estamos preparados para defender mais tempo do que estamos habituados, preparados para a pressão homem a homem a campo inteiro do Sporting, preparados para bater pressões tão agressivas como a do Sporting. É esse o nosso mindset. É um jogo que é uma oportunidade e para o qual olhamos com a máxima ambição, não sabemos estar de outra forma. Estamos a falar do bicampeão, melhor ataque, uma equipa que amassa muito os adversários, mas nem por isso deixamos de ter ambição de deixar de tentar ganhar." 

Ponto forte do Sporting: "Equipas grandes é isto. O Sporting tem uma grande versatilidade tática, é uma equipa muito bem trabalhada  e digo que o Rui Borges está a fazer um grande trabalho. Mas a verdade é que assim como eu do ponto de vista no momento defensivo sei que é difícil tapar tudo e ter maturidade grande para perceber a intenção do Sporting e focarmo-nos mais nisso, porque olhamos para a equipa como um bloco, uma manta, que se esticamos de um lado, encolhe do outro, queremos perceber que num ou noutro momento em que o Sporting possa errar podemos aproveitar e ter a ambição também de forçar ao erro. Uma equipa que defende homem a homem a campo inteiro corre o risco de deixar adversários um para um, vamos estar a obrigar o homem a homem a ajustar-se e a abrir espaços que podemos explorar, é uma equipa forte, sim, mas não é invencível. Temos de ter maturidade tática, disponibilidade mental, coragem, saber que o Sporting pela pressão vai obrigar a meter passes fora, bolas longas que gostávamos de jogar de outra maneira. São oportunidades e queremos mostrar que estamos preparados para superar." 

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Novas metas: "Temos que olhar para o Moreirense e obviamente que a prioridade é sempre ganhar, é a permanência. Definimos os 35 pontos. Acredito que precisamos de objetivos, até porque o jogador precisa de objetivos, metas, precisa de algo que seja tangível e seguramente que vamos redefinir grandes objetivos. Quando tínhamos 10 pontos eu não estava a pensar nos 35, mas sim nos 13. Mas partilho da mesma ideia que nos orienta, não interessa pensar mais além do que o que está ao alcance. Agora é descansar, passar bem a noite e tentar ser o mais competentes possível. Este novo projeto do Moreirense é um projeto que a médio prazo quer afirmar-se como equipa que deixa de ter como objetivo principal a permanência, mas é um projeto que leva tempo, não se consegue numa época. Sabemos o que estamos a fazer cá dentro, estamos satisfeitos com toda a gente. Trabalhamos do topo até à base numa sintonia muito grande e seguramente que, caso consigamos atingir o primeiro grande objetivo, teremos novas metas para nos orientar e nos guiar, nunca vamos deixar de ter ambição. É um campeonato muito meritório, de uma equipa que há 10 jogos tinha outros jogadores a jogar e isso só se compete com competência de toda a gente." 

Ausência de Diogo Travassos: "Não há o Diogo, haverá uma oportunidade para alguém mais aparecer. Pensamos a estratégia em função das características do adversários, vamos entrar com 11, ter 20 jogadores no total. Há muito que sabíamos que o Diogo não seria solução, quando começámos a delinear a estratégia já foi sem contar com ele. É algo que encaramos com naturalidade e o importante é começarmos e acabarmos com 11."

Por Pedro Morais
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