Vasco Botelho da Costa e o Arouca: «Vamos ter de estar muito sólidos na nossa identidade»

Treinador do Moreirense considera que duelo com os arouquenses será diferente em relação ao jogo com o FC Porto

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Vasco Botelho da Costa
Vasco Botelho da Costa • Foto: LUSA

Vasco Botelho da Costa projetou, ao final da manhã deste sábado, o encontro com o Arouca. O jogo da 10.ª jornada da Liga terá lugar este domingo, pelas 18 horas.

Que dificuldades espera no jogo com o Arouca. Se fizer o transfer do que conseguiu no encontro com o FC Porto pode estar mais perto de um bom resultado? "Um transfer na atitude, concentração e foco, sem dúvida. No jogo jogado, vais ser completamente diferente na dimensão estratégica e tática. Sem dúvida que há algo que podemos tirar de positivo do último jogo é a questão do mindset que os jogadores apresentaram sempre. Levamos com um duro golpe no fecho da primeira parte, mas os jogadores continuaram muito focados no jogo que tinham de fazer e as coisas acabaram por correr relativamente bem na segunda parte. O Arouca é uma equipa muito bem trabalhada, tem um treinador de quem gosto muito, que acompanho desde que estava nos sub-23 do Estoril. Vai preparar-se ao máximo detalhe para encontrar as nossas fragilidades. Vamos ter de estar muito sólidos na nossa identidade e processo porque é difícil prever o que eles vão fazer a 100 por cento. É uma equipa muito bem trabalhada, muito forte".

Neste contexto, de que forma o Moreirense pode bater o Arouca? "A preparação não muda muito, ainda que tenhamos tido menos dias de treino. Não é a primeira vez que isso acontece, não é encarado como novidade para todos nós. Temos de perceber de que forma podemos jogar o jogo que gostamos de jogar. Temos de perceber que há vantagens claras que podemos explorar. Se formos fiéis à estratégia podemos ser uma equipa bastante perigosa. Vai ser um jogo muito exigente do ponto de vista defensivo, o Arouca tem muita variedade na construção, temos de ter o reportório fresco na nossa cabeça para controlar o que o Arouca pode fazer na construção. Vai exigir muito de nós.

Face aos erros que identificou, é cada vez mais necessário a concentração estar presente? "Cabe-me isolar determinadas situações que merecem ser isoladas, que nos estão a custar pontos. Nesta situação específica, um erro claro, a bola praticamente nem estava em jogo (lance do primeiro golo na derrota com o FC Porto). É preciso ter essa dimensão competitiva para estar dentro do jogo contra uma equipa com a identidade da equipa do FC Porto. Os erros penalizadores podem ser olhados como atos isolados, mas o resultado é a soma de todo os momentos que temos dentro de um jogo. Na qualidade de jogo e dimensão competitiva temos crescido bastante, não está a chegar para termos essa consistência toda para o resultado".

Como é que o Moreirense vai apresentar-se em termos ofensivos face às limitações? "Vamos entrar com onze e ter nove suplentes, esse é o meu maior descanso. Não olho para isso como um problema, a minha função é encontrar soluções. O plantel quando foi construído foi na melhor forma possível para pensar nos piores cenários. Há determinados períodos mais penalizadores, mas isso não entra nas minhas preocupações. O meu trabalho não é hiperbolizar os problemas. Tem sido uma gestão difícil porque temos jogadores com muita qualidade e que têm trabalhado muito bem".

André Ferreira pode continuar na baliza? "É uma posição em que podemos olhar como todas as outras do ponto de vista estratégico. Os nossos três guarda-redes têm trabalhado incrivelmente, não tenho problema nenhum em dizer que amanhã vai jogar o André".

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