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Léo Santos: «Temos uma base que é muito importante»

Léo Santos (à esquerda) ouvindo o novo treinador, João Gião
• Foto: Hélder Santos

Depois de dois dias de exames médicos e testes físicos, João Gião dirigiu o seu primeiro treino à frente do Nacional. Os adeptos esperam uma temporada mais tranquila que a última e o central Léo Santos também acredita que será possível.

“O primeiro dia de treinos, após as férias, é sempre complicado para qualquer um, mas faz parte do processo. Quanto mais sofrermos neste começo, melhor para nós, para nos adaptarmos ao calor e ter condição física, de modo a estarmos prontos para o campeonato”, começou por afirmar o central de 27 anos, que vai para a terceira temporada no clube.

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Tiago Margarido deixou um legado nos alvinegros, que não têm ainda termo de comparação com o recém-chegado João Gião: “É muito cedo ainda para falar. É um treinador novo, tem os seus métodos, o seu jeito de trabalhar, que obviamente não é igual ao do Tiago Margarido, nem igual a qualquer outro treinador, pois são todos diferentes. O mais importante é nos adaptarmos o mais rápido e tentar entender o que vai nos passar, de forma a podermos estar mais entrosados com ele e como equipa", disse, acrescentando: "Hoje foi só uma questão de nos readaptarmos aos treinos, com intensidade. Saímos cansados. Ele não passou ainda ideias sobre a forma de jogarmos, mas ao longo da semana irá passar, até porque, possivelmente, vão chegar reforços."

Para este futebolista, que na última temporada disputou 33 partidas, com três golos apontados e três assistências, num total de 2.809 minutos de jogo, o facto de terem transitado vários elementos do plantel para a época que agora arrancou é positivo: “Temos uma base, o que é muito importante. Temos jogadores novos e o nosso papel é ajudá-los e passar a ideia do que é o jogo em Portugal e adaptá-los à equipa, ao clube e à ilha. Pessoalmente, já me sinto muito bem aqui na Madeira e no Nacional. Estou na terceira época e sinto-me confortável, pois conheço os jogadores e o staff."

Sofrer menos

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Só na derradeira fase da Liga o Nacional confirmou a permanência na 1ª Liga. Léo Santos foi claro na leitura do que se passou: “Na época passada poderíamos ter evitado algum sofrimento antes do final, pois deixámos escapar alguns resultados positivos, embora alguns sem ser da nossa responsabilidade. Temos de levar isso como experiência para esta temporada, para sofrer menos e fazer resultados melhores do que na época passada." E reforçou a sua ideia. “Agora temos uma época nova, novo treinador, jogadores novos e temos de nos preparar bem na pré-época, para fazermos uma grande estreia frente ao Santa Clara, na 1ª jornada. Vai ser um jogo difícil, pois é fora de casa e é sempre melhor começar em casa, junto dos nossos adeptos. Temos de nos preparar bem nesta pré-época."

Final Portugal-Brasil

O defesa brasileiro espera poder continuar a contar com o apoio dos adeptos alvinegros, nos jogos na Choupana. “A mensagem para os nossos adeptos é de muita superação, de muito apoio da parte deles, pois vamos precisar muito deles no campeonato. Podem esperar um grupo muito unido, que vai tentar corresponder às suas expetativas", referiu o central, que pretende "mostrar ao treinador novo que quero jogar e ajudar."

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Sobre o regresso dos dérbis da Madeira à 1ª Liga, Léo Santos sorriu e respondeu: “É bom voltar a ter um clássico entre o Nacional e o Marítimo. Nunca tive oportunidade de participar num dérbi da ilha, pois antes eles não estavam na 1ª Liga e no jogo amigável de pré-época não joguei. Mas é um jogo muito importante e onde todos os jogadores gostam de participar."

Por último abordou o tema da atualidade: o Campeonato do Mundo. “O Brasil tem estado bem e espero que passe no domingo. Tive oportunidade de ir ver o jogo com o Haiti e espero que possam chegar muito longe, até à final do Mundial. Era bom ser uma final Brasil-Portugal, mas há muitas seleções competitivas e que estão surpreendendo as grandes seleções. Espero que o Brasil e Portugal possam chegar longe."

Ulisses ainda lesionado

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O defesa-central brasileiro Ulisses Wilson, que na última temporada apenas disputou cinco partidas antes de sofrer uma lesão grave, é uma ausência notada neste arranque dos trabalhos do Nacional. O jogador ainda não está em condições de treinar, continuando entregue ao departamento clínico. Ivanildo Fernandes, que ainda não se estreou com a camisola do clube após duas lesões graves, já treina sem limitações, à semelhança do espanhol Miguel Baeza, que esteve afastado na parte final da última temporada.

Sábado e domingo, o plantel vai cumprir mais dois treinos no complexo nacionalista, tendo direito a folga na próxima segunda-feira.

Por João Manuel Fernandes
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