O presidente do Nacional da Madeira arrepende-se de ter mantido Manuel Machado no comando técnico da equipa de futebol e, simultaneamente, arrepende-se de não o ter mantido até ao final da temporada. Confuso? Não. Rui Alves explica tudo na entrevista ao 'Diário de Notícias' da Madeira, na qual tenta apontar os erros que conduziram a despromoção da formação madeirense à 2.ª Liga.
"Em primeiro lugar, deveria ter percebido que o ciclo do professor Manuel Machado no Nacional tinha terminado e, portanto, a época deveria ter sido preparada já com outra liderança. Em segundo lugar, porque condicionado por questões de ordem económica, o Nacional, pela primeira vez desde que está na Liga NOS, fez uma opção de ter um número significativo de jogadores emprestados que vieram a ser determinantes, pela negativa, nesta despromoção. Em terceiro - e se é verdade que deveríamos ter entendido que o ciclo do professor Manuel Machado tinha chegado ao fim - hoje, também acho que devíamos tê-lo mantido até final do campeonato. São três erros capitais do presidente do Nacional nas decisões que conduziram à despromoção", enumerou o líder nacionalista, admtindo ter sido vencido "pela tentação da mudança" e não ter ganho "nada com isso".
Porém, mais importante do que chorar os erros passados é enfrentar o futuro, que passa pelo desejo de regressar rapidamente ao principal escalão do futebol português. Uma tarefa que o presidente do Nacional não antevê fácil, devido a condicionalismos de ordem financeira.
"O orçamento tem que ser reduzido para 1/5 do que foi e há jogadores que poderiam interessar, mas que não temos capacidade financeira para manter. A diferença de orçamento de uma época para a outra situar-se-á nos 4 milhões de euros", revela Rui Alves, que deixa em aberto a possibilidade de recorrer a investidores externos, embora admita que esse é um assunto que não está ainda suficientemente amadurecido pela SAD.
"Tivemos, há algum tempo, contactos para o efeito [investidores/SAD], mas os clubes da Madeira têm um quadro institucional que não se torna muito favorável à presença de investidores. Talvez possa arrepender-me de não ter avançado mais nesses contactos", admite, ao jeito de conclusão, o presidente do emblema insular.
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