Alexandre Santos: «Queremos quebrar o ciclo de não pontuar»
Treinador do Nacional quer dar uma alegria aos adeptos depois de quatro derrotas consecutivas
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Depois de mais uma semana de trabalho, Alexandre Santos espera quebrar o ciclo negativo do Nacional -- 4 derrotas consecutivas -- mesmo sabendo que o adversário de sábado, o Famalicão, não será um opositor fácil. O técnico revelou que falou com o plantel ao longo da semana para corrigir alguns aspetos que quer ver em prática. “Trabalhámos no começo da semana para que essa desconfiança, derivada dos resultados que não foram positivos, possa ser alterada. O facto de termos respondido bem, com alguns ajustamentos que fizemos e algumas estratégias que colocámos em prática na segunda parte frente ao Alverca, diz que é muito mais este o Nacional que queremos. Os jogadores também sentem e percebem que não podemos ter momentos de desconcentração como tivemos, não podemos ter momentos de estarmos tão abertos e propiciar ao adversário situações de perigo e de golo. Queremos solidificar o Nacional que mostrámos na segunda parte do jogo, agora frente a um adversário diferente e que exige outras coisas”, começou por relembrar o técnico, frisando depois: “Queremos ver uma equipa mais coesa e compacta, mais agressiva a defender e a atacar, pois é isso que se exige para pontuar ou ganhar. Todos os adversários são muito difíceis, mesmo estando com menos pontos do que nós, como estava o Alverca. Hoje, estou aqui a um dia de defrontar uma equipa que também tem muita qualidade individual e coletiva, por isso temos de ser muito mais fortes, desde o primeiro até ao último minuto”.
Para sábado, o lema é só um: “Temos de quebrar este ciclo de não pontuar. As equipas precisam disso para ganhar confiança. O processo está a ter uma boa resposta por parte dos jogadores, a estrutura médica e diretiva está a fazer tudo para que todos possamos fazer o nosso máximo. No entanto, sabemos que, quando se chega ao jogo, o outro lado também quer ganhar. Amanhã, queremos claramente quebrar o ciclo de não pontuar e jogar para ganhar. Acredito que vamos conseguir um excelente resultado, que passa por ganhar ao Famalicão, sabendo que é difícil, para depois ter três semanas de preparação do próximo jogo, com outro espírito e outra confiança, percebendo que a evolução que os jogadores estão a ter começa a dar frutos”, revelou o treinador de 49 anos.
Alexandre Santos é claro: “Temos de nos focar muito mais em nós próprios, dando o nosso máximo, independentemente de o adversário ter mais poder económico e ter investido muito, conseguindo ter bons jogadores e um bom plantel, com uma boa estrutura, embora não refletindo em nada a pontuação e a classificação que tem. Vamos para a 7ª jornada e este Famalicão vai conseguir outro tipo de posicionamento na tabela classificativa. Nós não estamos nada preocupados com isso, mas estamos centrados em sermos fortes e colocarmos problemas sérios ao Famalicão, não deixando que a sua estratégia e a sua capacidade não possam ser controladas. Vai ser um jogo muito difícil. São duas equipas a querer entrar definitivamente num outro rumo e a querer ganhar. Nós temos de pontuar e lutar para ganhar”.
Todos os jogadores são importantes
Para o treinador, todos os jogadores são importantes e têm de ajudar na evolução coletiva da equipa. “Todos têm que evoluir, obrigando a que quem tem jogado mais sinta mais dificuldades para jogar, porque o colega está mais forte. Sinto esta semana uma evolução mais presente de todos, com toda a gente a querer disputar a possibilidade de jogar. Podemos criar um coletivo mais consistente e mais coeso, para dar resposta aos vários momentos do jogo. A equipa começa a perceber que temos de ser mais fortes, corrermos mais, sermos mais organizados e disputar mais a bola, ganhando mais bolas que o adversário e é isso que queremos fazer sábado. A resposta que demos na segunda parte tem de ser o nosso perfil sempre”, disse.
Questionado se estava preocupado com o facto de ter apenas dois defesas-centrais para jogar (Zé Vítor e Francisco Gonçalves), o treinador não concordou com a ideia de não contar com Ivanildo Fernandes, que está sem jogar há dois anos, mas já treina sem limitações. “Temos também o Ivanildo, que é verdade que já não joga há dois anos, mas não deixa de ser do nosso plantel. Conto com ele, como conto com todos os outros, independentemente de estar a jogar ou não. Claro que é mais difícil estar muito tempo sem jogar e ser colocado à prova, mas é para isso que ele está a treinar e todos treinam para que, quando forem chamados, poderem responder ao mais alto nível."
Possíveis alterações no onze
Quanto à matéria de trabalho que tem à sua disposição, Alexandre Santos admite que o grupo está desequilibrado. “É verdade que, neste momento, temos uma distribuição do plantel claramente mais para a frente e menos na linha defensiva. Estou confiante que os jogadores que vão jogar, mais os que vão estar no banco, vão conseguir responder às nossas necessidades. Estou confiante que ainda vão melhorar mais e fazer com que a nossa equipa preserve a nossa baliza, afaste a bola da nossa baliza e não se exponha como o fez nos últimos dois jogos em casa, onde sofremos demasiados golos, para podermos disputar o resultado”, afirmou.
Depois, quando inquirido sobre se iria manter a equipa que esteve melhor na segunda parte frente ao Famalicão, retorquiu assim: “Nem tudo esteve mal na primeira parte, nem tudo esteve bem na segunda. A verdade é que os jogadores, com as alterações que fizemos na segunda parte, conseguiram perceber melhor o que era necessário para o jogo, embora não conseguindo chegar ao que queríamos, que era pontuar. É natural que haja alterações, pois já conheço melhor os jogadores. Tenho uma equipa que está a responder e tenho a possibilidade de mexer nas dinâmicas, para poder ter um onze titular mais forte, pois consigo perceber onde é que nós temos de ir. Se vai haver alterações... pode haver ou não, mas o que interessa é que sejamos mais fortes coletivamente e que, entre eles, estejam cientes que teremos de dar o nosso máximo para conseguir vencer o Famalicão, que é uma equipa muito forte nesta Liga."
A última palavra, numa longa conferência, foi para os adeptos do Nacional. “Ninguém pode estar satisfeito com uma equipa que está a perder. Não queremos, não gostamos e não queremos que isso se volte a repetir, queremos é que se sintam orgulhosos daquilo que fazemos. Faço um apelo para que não desistam de vir ao estádio e não desistam de vir apoiar-nos, pois são muito importantes para sábado podermos dar-lhes a alegria que é retomar o rumo das vitórias”, finalizou.