Moreirense-Nacional,3-1: Golos em excesso num miniespectáculo

Moreirense-Nacional,3-1: Golos em excesso num miniespectáculo
Moreirense-Nacional,3-1: Golos em excesso num miniespectáculo • Foto: Simão Filho
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Como é que tantos golos couberam num espectáculo em formato tão pequeno? A única razão encontrada é esta: as defesas distraíram-se bastante – guarda-redes Hilário incluído – no momento de os avançados rematarem à baliza. Dos cinco golos apontados, ontem, em Moreira de Cónegos, quatro deles foram em remates fora da grande área – dois deles de livre, superiormente executados por Manoel e Cleomir.

A vitória do Moreirense, diga-se já na abertura, foi merecida. A sua equipa assumiu, pelo menos, essa responsabilidade, venceu porque foi melhor na primeira hora do jogo, porque se apresentou aí mais concentrada e sobretudo mais agressiva.

Venceu porque nessa primeira hora revelou uma eficácia à prova de bala – nos três primeiros remates à baliza de Hilário fez outros tantos golos. Notável, sem dúvida. Num abrir e fechar de golos chegou a confortável vantagem (3-0), ainda antes de esgotada a primeira hora de jogo, e a partir daí decidiu abrandar, gerir o resultado, e muito provavelmente não esperava por uma reacção tão inesperada quanto capaz e solidária do seu adversário que, sobretudo depois do intervalo, melhorou bastante a qualidade do seu jogo, e muito por força das entradas de Bruno e sobretudo de Adriano.

Nova ordem

A equipa da Madeira ganhou, essencialmente, uma nova ordem no seu meio campo, aí trocou melhor a bola e demorou muito menos tempo a chegar à baliza de João Ricardo. Os visitantes souberam dar profundidade mas também amplitude ao seu futebol e souberam tirar os melhores rendimentos dessa situação, aproveitando muito bem as hesitações e a desorganização da defesa mas também do meio campo dos locais. Nessa fase, quase todos se enervaram e precipitaram, abrindo muitos espaços. Fatais espaços.

Os nacionalistas manifestaram uma grande força de vontade para dar a volta à situação, estabelecendo na última meia hora as regras do jogo e falharam esse objectivo por uma “unha negra” – o seu segundo golo surgiu já próximo do fim (88’), ou seja, sem tempo para mais. Restou, pois, ao Moreirense segurar a tímida vantagem com a máxima determinação, feito conseguido com muito custo.

O árbitro teve uma actuação positiva, num jogo fácil.

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