Rui Alves e a AG da Liga: «Que a proposta do Nacional possa ser votada em simultâneo»
Presidente dos madeirenses considera reunião magna para votar a centralização dos direitos audiovisuais a mais importante da história
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O presidente do Nacional não tem dúvidas da importância da Assembleia Geral da Liga, marcada para segunda-feira, para discutir e votar a Chave de Repartição dos direitos audiovisuais e espera uma divisão mais justa para todos.
"Será porventura a Assembleia Geral da Liga mais importante da história do futebol em Portugal. E ela é consequência do Decreto Lei nº 22B/2021, que obriga a que, em Portugal, as competições profissionais devem ter um modelo centralizado relativamente aos direitos audiovisuais a partir da época 2028/2029", recorda Rui Alves, pormenorizando: "O legislador foi claro: a centralização existe para corrigir desequilíbrios, para redistribuir receitas de forma mais equitativa e garantir a sustentabilidade das competições. Este é o mandato legal que enquadra a aprovação da Chave de Repartição, que todas as Sociedades Desportivas serão chamadas a votar."
Por isso, Rui Alves é crítico: "A estrutura da Chave de Repartição da Liga é baseada em critérios interdependentes, não corrige as assimetrias existentes, antes viola claramente o espírito do Decreto Lei. Tende a reforçar até, por mecanismos cumulativos, que favorecem sempre os mesmos. Contrariamente ao que foi intenção do Governo, o modelo não assegura, de forma efetiva, uma base equitativa real e independente, sustentabilidade financeira para o conjunto dos participantes, condições de competitividade equilibrada, nem constitui uma decisão estrutural para o futuro do futebol português. Digamos que era uma adaptação para cumprir a exigência legal, deixando tudo na mesma."
O dirigente lamenta que "a Liga apresente uma Chave de Repartição com uma relação de 1 para 8, quando a mais desequilibrada nas Big Five é a espanhola, com 1 para 3,5. Não foi por isto que o governo fez este Decreto Lei." Por isso mesmo, considera que "segunda-feira, os dirigentes são chamados a este grande desafio: resistir à narrativa, que desde há um ano é transmitida, que se a Chave de Repartição não for da satisfação dos 4 privilegiados, o Governo da República iria intervir nesta matéria. É falso. Nenhum governo vai intervir quando o substrato da intervenção foi exatamente a eliminação das discrepâncias. A violação do Decreto é de tal ordem que o Nacional apresentou uma exposição na Autoridade da Concorrência a retratá-la."
Rui Alves espera que segunda-feira tudo corra normalmente. "Que o presidente da Assembleia Geral da Liga conduza os trabalhos com a independência que o cargo merece, para que a proposta do Nacional -- que é dos 22 clubes que me incubiram de tal -- possa ser votada em simultâneo. Que a designe por proposta B e que os clubes, em voto secreto, possam exercer o seu direito de voto de forma livre e democrática. Não acredito que nenhum dirigente prefira receber 5 em vez de receber 7. Nem que nenhum sócio das 29 sociedades desportivas tenha os dirigentes a votar contra os interesses dos seus associados e adeptos." A proposta do Nacional, esclareceu, é de 1 para 4, pois "trabalha com situações concretas, que não ficam dependentes de qualquer subjetividade de classificação, mas com 6 pilares de distribuíção."