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Zé Vítor desiludido: «Adormecemos depois da paragem técnica e pagámos caro»
Defesa do Nacional admite que a derrota com o Alverca foi dolorosa
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Não foi uma estreia feliz aquela que o técnico Alexandre Santos teve à frente do Nacional, pois foi surpreendido, no Estádio da Madeira, por um Alverca que no espaço de oito minutos marcou três golos e venceu por 3-1. Zé Vítor, que foi capitão da equipa frente aos ribatejanos, admitiu que a derrota foi dolorosa.
“É um regresso duro, depois de uma derrota sofrida em nossa casa. Mas temos de ter em mente que é necessário trabalhar firme e dar uma boa resposta o mais rápido possível”, começou por afirmar o central.
Quanto a explicações para a derrota, o defesa foi taxativo. “A nossa equipa desligou completamente após a paragem técnica para beber água e o intervalo. Nesse curto período, acho que a nossa equipa adormeceu e infelizmente pagámos caro por isso. Estamos a jogar na 1.ª Liga em Portugal, onde todas as equipas são bem treinadas e estão cientes do que têm de fazer e um deslize é fatal", considerou.
Na próxima jornada, de novo perante os seus adeptos, os nacionalistas recebem um Famalicão que vem do empate com o Sporting: “O Famalicão é uma boa equipa, bem treinada, pois tem um excelente técnico, com jogadores de qualidade. Sabemos que vai ser mais um jogo difícil na nossa casa, mas vamos fazer tudo para somar os três pontos."
"Treinador com bom astral"
Em relação a Alexandre Santos, Zé Vítor mostrou-se confiante. "é um treinador bastante alegre, com bom astral que nos coloca para cima apesar das circunstâncias que têm acontecido. Acho que tem bom trabalho, mas só o tempo dirá como será, mas acredito que vai dar tudo certo", sublinhou.
O brasileiro admite que é sempre o treinador a pagar os maus resultados da equipa. "Creio que, infelizmente, querendo ou não, é corriqueiro haver estas mudanças de treinador, pois no futebol quando os resultados não são bons, alguma coisa é preciso fazer e sobra sempre para o treinador. Não é a primeira vez que isso me acontece na minha carreira, alguns companheiros meus também já passaram pelo mesmo, é o futebol, é a vida”, disse.
O central, de 25 anos, soma já 540 minutos nas seis partidas que disputou na Liga Betclic e até já marcou um golo, frente ao Estoril, na vitória alcançada por 2-0. E sobre o tema marcar mais golos também foi claro: “Primeiro penso no coletivo, em ajudar o Nacional, ajudar os meus companheiros e consequentemente, o individual depois pode sobressair. Espero conseguir marcar mais golos do que na época passada, o que já foi um recorde para mim, mas espero conseguir mais um novo recorde e estar em bom nível."
Lesão de Léo Santos
Sobre a lesão de Léo Santos e o facto de ele próprio ter uma importância ainda maior na defesa do Nacional, Zé Vítor foi claro. “Temos de estar preparados mentalmente, pois infelizmente as lesões podem acontecer a qualquer um. Infelizmente o Léo Santos teve uma lesão que o vai afastar o resto da época, mas temos um plantel com qualidade e quem o vai substituir irá fazê-lo bem", comentou.
Com contrato até ao final da temporada, o defesa alvinegro diz-se feliz no emblema que representa. “Sinto-me feliz, sinto-me em casa, o meu filho é madeirense, tenho um carinho enorme pela ilha da Madeira. Vamos ver o futuro, pois a Deus pertence”, finalizou o jogador, que já disputou 71 partidas pelos nacionalistas na competição principal portuguesa, tendo marcado sete golos, quatro dos quais na temporada transata.