O melhor jogador do Rio Ave: Pedro Santos (nota 3)
R1 A0 FS2 FC1
Pé esquerdo no acelerador até sair multado
Não se sabe se, ao intervalo, terá sido interpelado pelas forças da ordem presentes no estádio, pois o que tinha feito até aí era mesmo motivo para uma multa por excesso de velocidade. Foi o ponto dinamizador e impulsionador na corajosa entrada da equipa no jogo e é dele a grande oportunidade quando rematou de pé esquerdo para uma enorme defesa de Oblak, logo aos 5 minutos. O extremo foi uma autêntica dor de cabeça para Siqueira e manteve o pé no acelerador sem olhar pelo retrovisor. O problema foi esse, pois na segunda parte já não conseguiu ligar o motor e saiu verdadeiramente engripado já quando a final estava decidida por quem sabe conduzir melhor um jogo decisivo.
Ventura (2)
D6 CI1 FS0 FC0
Foi a grande surpresa reservada por Nuno Espírito Santo e no final recebeu o conforto do treinador. O guarda-redes começou por não acusar a pressão do momento histórico e encheu o jogo com as suas intervenções, começando por negar o golo a Rodrigo aos 40 minutos, mas na sequência do lance já nada podia fazer perante o mesmo protagonista. Na 2.ª parte, teve duas intervenções enormes perante Lima (56’) e Gaitán (62’), mas depois borrou a pintura na saída precipitada que permite o golo de Luisão. Seria o destaque da equipa se não...
Lionn (3)
R1 A0 FS2 FC1
Zeloso a procurar estancar o flanco a Gaitán, acabou por sair chamuscado em alguns lances, mas acabou “limpinho” e fora dos lances de decisão. Era ele que estava agarrado ao poste no golo de Rodrigo, mas nada podia fazer.
Marcelo (2)
R0 A0 FS0 FC1
O defesa-central está nos dois golos, perdendo a luta pelo ar para Ruben Amorim, que deixou de cabeça a bola açucarada a Rodrigo, e para Luisão. No resto, cortou duas bolas que podiam levar muito perigo à baliza de Ventura, mas a balança caiu mais para o lado negativo.
Rodríguez (2)
R1 A0 FS0 FC0
Só aos 86 minutos teve espaço na área contrária para tentar a cabeçada, mas não passou da tentativa, personificando um pouco a exibição global da equipa. O internacional peruano foi protagonista em dois momentos, facilitando em pleno coração da área, principalmente quando deixou Maxi Pereira provocar o pânico que Ventura evitou, isto já com o Benfica tinha a final no papo.
Edimar (3)
R0 A0 FS0 FC0
Tal como Lionn no flanco oposto, a ideia mais firme foi sempre procurar não permitir as perfurações do extremo contrário, neste caso Markovic que, mesmo assim, ainda chegou a ganhar em velocidade.
Filipe Augusto (2)
R0 A0 FS2 FC4
Importante na forma como segurou a bola e a contribuir para a boa entrada no jogo do coletivo, mas depois perdeu aos pontos nos duelos individuais, acabando como o mais faltoso da equipa.
Tarantini (3)
R0 A0 FS3 FC2
Como sempre, o capitão procurou dar o exemplo na raça e determinação, mas faltou aquela ligação que deve ser umbilical com toda a equipa. Começou por demonstrar grande classe no passe (5’) que deixou Pedro Santos na cara de Oblak e procurou outros momentos, chegando-se de forma tímida e inócua ao da finalização.
Ruben Ribeiro (2)
R0 A0 FS3 FC1
Outro elemento importante na forma como escondeu a bola e geriu a posse no tal bom momento coletivo que chegou de certa forma a surpreender o Benfica. O problema é que, tal como a generalidade da equipa, foi perdendo fulgor com o decorrer do tempo e acusou em demasia o desgaste inicial. A saída para dar lugar a Braga já estaria até nos planos de Nuno Espírito Santo.
Ukra (3)
R3 A0 FS1 FC0
A final da Taça da Liga acabou precisamente no seu terceiro remate, cruzado e muito ao lado. Foi o ponto de referência nesse sentido, mas só por uma vez obrigou Oblak a intervir, com o guarda-redes a desviar o tiro aos 42 minutos e na resposta imediata ao golo inaugural de Rodrigo. Ukra pecou ainda antes do apito para o intervalo quando não acertou o passe na sequência de uma transição rápida. Manteve pelo menos alguma intensidade no segundo período, mas aí o extremo apenas teve uma boa oportunidade para se destacar, desperdiçando uma excelente posição em livre direto que lhe saiu sem a direção desejada (64’).
Hassan (1)
R0 A0 FS2 FC0
Tem corpo suficiente para, pelo menos, provocar alguma mossa, mas nem isso conseguiu perante Luisão e/ou Garay. O duelo chegou até a ser ingrato, tal a incapacidade demonstrada para ganhar nos duelos e na procura do melhor espaço que nunca conseguiu. A substituição a que esteve sujeito, cedendo o lugar a Sandro Lima, acabou por ser a ordem natural dos acontecimentos, ficando a oportunidade perdida para se mostrar mais num momento histórico e que pode ser único.
Sandro Lima (1)
R0 A0 FS2 FC2
Protagonizou uma entrada no jogo cheia de fulgor. De tal forma que passados dois minutos já estava a ver o cartão amarelo, após uma entrada fora de tempo sobre Luisão em cima da linha lateral. Isso não o assustou e continuou a tentar pressionar a saída de bola dos encarnados, mas isso só serviu para acumular mais uma falta, além de sofrer outras duas.
Braga (1)
R0 A0 FS0 FC1
Rendeu Ruben Ribeiro em mais uma substituição planeada. Não teve tempo para se destacar. Restou a simples participação na final.
Diego Lopes (1)
R0 A0 FS0 FC0
Derradeira aposta de Nuno Espírito já com a final teoricamente perdida. Confirmou-se o cenário na prática, mesmo com o brasileiro.
Legenda:R: remates; A: assistências; FS: faltas sofridas; FC: faltas cometidas; D: defesas; CI: cruzamentos intercetados