Seria porventura capaz mas não deu para mais

Seria porventura capaz mas não deu para mais
• Foto: Vítor Chi

O melhor jogador do Rio Ave: Pedro Santos (nota 3)
R1 A0 FS2 FC1

Pé esquerdo no acelerador até sair multado

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Não se sabe se, ao intervalo, terá sido interpelado pelas forças da ordem presentes no estádio, pois o que tinha feito até aí era mesmo motivo para uma multa por excesso de velocidade. Foi o ponto dinamizador e impulsionador na corajosa entrada da equipa no jogo e é dele a grande oportunidade quando rematou de pé esquerdo para uma enorme defesa de Oblak, logo aos 5 minutos. O extremo foi uma autêntica dor de cabeça para Siqueira e manteve o pé no acelerador sem olhar pelo retrovisor. O problema foi esse, pois na segunda parte já não conseguiu ligar o motor e saiu verdadeiramente engripado já quando a final estava decidida por quem sabe conduzir melhor um jogo decisivo.

Ventura (2)
D6 CI1 FS0 FC0

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Foi a grande surpresa reservada por Nuno Espírito Santo e no final recebeu o conforto do treinador. O guarda-redes começou por não acusar a pressão do momento histórico e encheu o jogo com as suas intervenções, começando por negar o golo a Rodrigo aos 40 minutos, mas na sequência do lance já nada podia fazer perante o mesmo protagonista. Na 2.ª parte, teve duas intervenções enormes perante Lima (56’) e Gaitán (62’), mas depois borrou a pintura na saída precipitada que permite o golo de Luisão. Seria o destaque da equipa se não...

Lionn (3)
R1 A0 FS2 FC1

Zeloso a procurar estancar o flanco a Gaitán, acabou por sair chamuscado em alguns lances, mas acabou “limpinho” e fora dos lances de decisão. Era ele que estava agarrado ao poste no golo de Rodrigo, mas nada podia fazer.

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Marcelo (2)
R0 A0 FS0 FC1

O defesa-central está nos dois golos, perdendo a luta pelo ar para Ruben Amorim, que deixou de cabeça a bola açucarada a Rodrigo, e para Luisão. No resto, cortou duas bolas que podiam levar muito perigo à baliza de Ventura, mas a balança caiu mais para o lado negativo.

Rodríguez (2)
R1 A0 FS0 FC0

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Só aos 86 minutos teve espaço na área contrária para tentar a cabeçada, mas não passou da tentativa, personificando um pouco a exibição global da equipa. O internacional peruano foi protagonista em dois momentos, facilitando em pleno coração da área, principalmente quando deixou Maxi Pereira provocar o pânico que Ventura evitou, isto já com o Benfica tinha a final no papo.

Edimar (3)
R0 A0 FS0 FC0

Tal como Lionn no flanco oposto, a ideia mais firme foi sempre procurar não permitir as perfurações do extremo contrário, neste caso Markovic que, mesmo assim, ainda chegou a ganhar em velocidade.

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Filipe Augusto (2)
R0 A0 FS2 FC4

Importante na forma como segurou a bola e a contribuir para a boa entrada no jogo do coletivo, mas depois perdeu aos pontos nos duelos individuais, acabando como o mais faltoso da equipa.

Tarantini (3)
R0 A0 FS3 FC2

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Como sempre, o capitão procurou dar o exemplo na raça e determinação, mas faltou aquela ligação que deve ser umbilical com toda a equipa. Começou por demonstrar grande classe no passe (5’) que deixou Pedro Santos na cara de Oblak e procurou outros momentos, chegando-se de forma tímida e inócua ao da finalização.

Ruben Ribeiro (2)
R0 A0 FS3 FC1

Outro elemento importante na forma como escondeu a bola e geriu a posse no tal bom momento coletivo que chegou de certa forma a surpreender o Benfica. O problema é que, tal como a generalidade da equipa, foi perdendo fulgor com o decorrer do tempo e acusou em demasia o desgaste inicial. A saída para dar lugar a Braga já estaria até nos planos de Nuno Espírito Santo.

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Ukra (3)
R3 A0 FS1 FC0

A final da Taça da Liga acabou precisamente no seu terceiro remate, cruzado e muito ao lado. Foi o ponto de referência nesse sentido, mas só por uma vez obrigou Oblak a intervir, com o guarda-redes a desviar o tiro aos 42 minutos e na resposta imediata ao golo inaugural de Rodrigo. Ukra pecou ainda antes do apito para o intervalo quando não acertou o passe na sequência de uma transição rápida. Manteve pelo menos alguma intensidade no segundo período, mas aí o extremo apenas teve uma boa oportunidade para se destacar, desperdiçando uma excelente posição em livre direto que lhe saiu sem a direção desejada (64’).

Hassan (1)
R0 A0 FS2 FC0

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Tem corpo suficiente para, pelo menos, provocar alguma mossa, mas nem isso conseguiu perante Luisão e/ou Garay. O duelo chegou até a ser ingrato, tal a incapacidade demonstrada para ganhar nos duelos e na procura do melhor espaço que nunca conseguiu. A substituição a que esteve sujeito, cedendo o lugar a Sandro Lima, acabou por ser a ordem natural dos acontecimentos, ficando a oportunidade perdida para se mostrar mais num momento histórico e que pode ser único.

Sandro Lima (1)
R0 A0 FS2 FC2

Protagonizou uma entrada no jogo cheia de fulgor. De tal forma que passados dois minutos já estava a ver o cartão amarelo, após uma entrada fora de tempo sobre Luisão em cima da linha lateral. Isso não o assustou e continuou a tentar pressionar a saída de bola dos encarnados, mas isso só serviu para acumular mais uma falta, além de sofrer outras duas.

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Braga (1)
R0 A0 FS0 FC1

Rendeu Ruben Ribeiro em mais uma substituição planeada. Não teve tempo para se destacar. Restou a simples participação na final.

Diego Lopes (1)
R0 A0 FS0 FC0

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Derradeira aposta de Nuno Espírito já com a final teoricamente perdida. Confirmou-se o cenário na prática, mesmo com o brasileiro.

Legenda:R: remates; A: assistências; FS: faltas sofridas; FC: faltas cometidas; D: defesas; CI: cruzamentos intercetados

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