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Yazalde: «Não me vejam como protagonista»

Yazalde Gomes Pinto, filho de Jaime Graça, um guineense que um dia Valentim Loureiro descobriu para o Boavista e jogou também no Rio Ave, tem todas as atenções no jogo desta noite, frente ao "patrão" Sp. Braga. O pai deu-lhe o nome de jogador, porque queria que ele fosse... jogador e Yazalde cumpriu a tradição familiar. Há ainda um Jaiminho, que joga nas escolinhas do Varzim, mas as atenções estão viradas para o "mano mais velho", ainda que só com apenas 20 anos.

Já vão longe os tempos em que Yazalde chegou a ser apanha-bolas nos jogos do Rio Ave. Nasceu em Vila do Conde, é poveiro de gema e cumpriu toda a sua formação no Varzim, onde ainda marcou 5 golos na primeira fase desta época. O miúdo que, um dia, depois de marcar 3 golos ao rival Rio Ave num jogo de juniores, disse alto e bom som que só esperava parar no Manchester United ou no Inter de Milão, tem agora todos os olhares dos vila-condenses que o sentem como o abono de família nesta fase de luta intensa pela permanência.

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O pai Jaime Graça está sempre a dizer-lhe para manter os pés no chão e ser humilde. Ele leva o aviso a sério. De tal forma que só fala no coletivo: "Não quero que olhem para mim como protagonista. Gosto de marcar golos e fico feliz, mas não os teria conseguido sem a ajuda dos meus companheiros. O que conseguimos nestes últimos dois jogos foi bom para todos. Dá-nos mais conforto, confiança e tranquilidade, mas ainda não temos nada garantido."

E esta mistura complexa de sentimentos? De emblemas trocados e de um jogo frente ao clube detentor do seu passe? Para Yazalde, tem de ser normal: "Isto nunca me passou pela cabeça, mas como profissional de futebol tenho de estar preparado para tudo e neste momento só me preocupo com o Rio Ave."

Com mais 5 anos de contrato com o Sp. Braga, promete respeito ao "patrão", mas não liga muito a "essas coisas de festejar ou não", por uma razão muito simples: "Primeiro, não sei se vou conseguir marcar e, depois, isso depende muito do momento."

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O avançado tem é bem definidas as suas metas. Depois de "ajudar o Rio Ave a conseguir a permanência", quer integrar "o plantel do Sp. Braga e, se possível, jogar com regularidade". Mais tarde, como é ambicioso, tem direito ao sonho de chegar a "um grande do futebol europeu e mundial", mas por agora é perentório: "Prefiro viver a realidade!"

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