Luís Freire enalteceu o crescimento do Rio Ave: «Estou muito confiante para o futuro»
Técnico dos vila-condenses vincou a confiança no seu coletivo na antevisão ao jogo com o FC Porto
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Depois de vencer o Farense (1-0), Luís Freire teve uma semana de trabalho para preparar a 3ª jornada da Liga Betclic, uma visita ao FC Porto no Estádio do Dragão, este sábado, pelas 18h00. O técnico do Rio Ave acredita que este será um cenário com outro tipo de adversidades e pediu cautela, antes de enaltecer o crescimento do seu plantel face à entrada de tantos reforços.
"Sabemos que vamos defrontar uma equipa que só tem vitórias, uma equipa de qualidade inequívoca, com jogadores que já jogam juntos há muito tempo. E o treinador que, apesar de ter mudado, está na equipa técnica há bastante tempo. Acaba por ser uma equipa com muito trabalho por trás, sabemos disso", começou por dizer o técnico dos vila-condenses, salientando que o seu grupo está a passar por uma "reestruturação do plantel" e num patamar de coesão diferente do oponente: "Chegaram, em poucos dias, cerca de 15, 16 jogadores ao clube, conhecemo-nos há pouco tempo, mas eu estou satisfeito, porque o empenho que temos tido no trabalho diário demonstrou que há muita vontade de aprender e de se entreajudarem. Já ganhámos e festejámos juntos, o que é importante. Quero sentir estas ligações e crescimento amanhã e, se possível, implementar o nosso jogo. Temos de procurar a nossa sorte, porque temos sempre a ambição de sermos melhores."
Que ilações positivas retirou do jogo com o Farense?
"O que mais me agrada é que já ganhámos, como disse. Isso é muito positivo, porque ganhámos sem golos sofridos, com um espírito de entreajuda, a pressionar mais a bola e sabemos que amanhã vai ser preciso defender e sofrer juntos. Estamos num processo inicial, ainda esta semana chegou o Omar [Richards], ainda podem chegar mais jogadores e a confiança deles tem sido positiva. Sinto esta vontade dos jogadores, não só de brilhar com bola mas trabalhar sem ela também. Estou confiante para o futuro, vamos à procura de dar um passo no presente em direção ao futuro, pontuando bons resultados no nosso caminho."
Quais foram as diferenças em preparar um jogo com o FC Porto de Sérgio Conceição ou um FC Porto de Vítor Bruno?
"O Sérgio Conceição teve várias equipas do FC Porto. Tinha um futebol mais associativo na época do Vitinha e do Fábio Vieira, teve também a altura do Marega e do Tiquinho Soares, se calhar mais vertical, teve vários modelos e formas de abordar o jogo. Penso que este FC Porto, com o Iván Jaime, com o Namaso, Fran Navarro, Nico González... são jogadores muito associativos. As caraterísticas dos jogadores influenciam muito a forma de jogar, este FC Porto tem muita coletividade, com muito jogo interior e combinações por dentro. Não vou comparar porque o Sérgio Conceição também fez este tipo de jogo."
Um grau de exigência diferente do jogo com o Farense.
"Não posso preparar a equipa só para jogos com o FC Porto ou com o Sporting, o nosso grande objetivo é construir um grupo, construir uma equipa forte e pressionar, com capacidade para pressionar alto ou então, assumir um bloco mais baixo. Claro que estes são testes muito grandes e claro que a equipa vai crescer com isso. Acredito que este jogo pode correr muito melhor do que o que aconteceu em Alvalade. Será um teste em que estaremos melhor."
Como tem corrido a integração dos novos reforços?
"Bem. Há e haverá sempre aquela dúvida se conseguiriamos integrar tanta gente de forma rápida, já foram convocados 10 jogadores e jogaram sete. A nível de trabalho diário, temos crescido e a vitória ajudou. Mas não foi só por aí. Foi na construção deste espírito coletivo, sinto que os jogadores têm muita fome de ajudar a equipa, a forma que chegámos ao golo diante do Farense demonstra isso. Confio plenamente no grupo e nos meus jogadores."
Que tipo de estratégia pretende para atacar melhor o FC Porto?
"Vimos os jogos deles com o Gil Vicente e o Santa Clara. O Gil Vicente teve 27 por cento da posse de bola. Se olharmos só para o FC Porto e não para nós, vamos jogar o jogo deles, e nós queremos impor o nosso jogo. Confio que a equipa, mais na 2ª volta do campeonato, consiga fazer isso melhor e até jogar de igual para igual, mesmo estando a ser um pouco ambicioso. Estão a trabalhar em conjunto para se entreajudarem, eles fazem o mesmo. No entanto, temos as nossas armas, queremos mostrar evolução perante o que fizemos em Alvalade e os jogadores estão preparados."