Ukra: «Sabemos o que queremos e o caminho que temos de seguir»
Extremo e um dos capitães dos vila condenses desdramatiza o ciclo de cinco jogos sem vencer
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O Rio Ave está há cinco jogos sem vencer, com três derrotas e dois empates, mas este ciclo não é motivo de alarme no plantel a cargo de Luís Freire. Quem é garante é Ukra, um dos capitães da equipa, que esteve na visita à Escola Básica de Macieira da Maia para gáudio das centenas de crianças que tiveram a oportunidade de conviver com uma das referências do clube de Vila do Conde.
"O calendário é muito idêntico ao que tivemos na época passada, sabemos que em termos pontuais não tem sido o que temos demonstrado dentro do campo, mas isto é um processo de evolução e uma ideia que já temos há três anos e as coisas vão melhorar. Obviamente com mais pontos, em função das exibições que temos tido, seria um trajeto mais colorido e brilhante. Acima de tudo, temos de continuar com o processo, porque sabemos o que fazemos e o que queremos e o caminho que temos de seguir para atingirmos os nossos objetivos", dissecou o extremo de 35 anos do alto da sua experiência.
"A confiança que existe dentro do grupo só nos dá esperança e o acreditar que no final vamos chegar onde queremos. Não há motivos para preocupação porque estamos no início do campeonato. Temos demonstrado qualidade, em termos de assumir o jogo e mostrar a nossa identidade. Obviamente que gostávamos de ter mais pontos, mas temos de reconhecer que este é um campeonato muito competitivo. Também tivemos o problema de não podermos inscrever novos jogadores, que é algo que todos os clubes fazem nos inícios de época e depois a meio da época podem restrutura os seus planteis, acrescentando qualidade", juntou Ukra, recordando de pronto um dos pormenores que naturalmente terá afetado o grupo, mas partindo de pronto para uma mensagem de grande esperança no futuro próximo: "Nós felizmente estamos a promover jogadores, já saíram alguns importantes e temos mantido a base dos últimos anos, mas mesmo tendo perdido alguns jogadores estamos a apresentar um jogo de qualidade, sempre com um futebol de qualidade e o mais importante é estarmos aqui para a luta. Desde que estou no Rio Ave, mesmo durante a primeira passagem de 2012 a 2016 o mais importante de tudo foi sempre manter a base. Já temos isso, temos uma ideia desde há três anos, temos um plantel que se conhece muito bem como se fosse uma verdadeira família. Alguns clubes estão ainda a tentar construi isso, algo que nós temos desde há três anos para cá e acho que temos de usar isso a nosso favor."
"No mercado de janeiro já vamos poder ter reforços, que certamente irão chegar para nos ajudar, mas até lá são estes que temos. A qualidade que temos é muita e nós acreditamos naquilo que está a ser feito, as pessoas responsáveis também acreditam em nós e quando é assim só temos que nos focar no nosso trabalho e dar tudo pelo Rio Ave", lembrou ainda Ukra, seguindo para a análise ao jogo deste domingo, frente ao Moreirense: "Nós entramos em todos os jogos para vencer, sabemos que este é um campeonato muito competitivo. É mais um jogo em que queremos acrescentar pontos ao bom futebol que temos demonstrado e aproveito para fazer um apelo à massa associativa do Rio Ave porque nos últimos tempos tem vindo apoiar a equipa em massa e nós sentimos isso dentro do campo. Já falamos várias vezes sobre isso dentro do nosso balneário, pois é muito bom olhar e ver a bancada cheia. Isso é importante e espero que compareçam neste jogo para nos apoiarem, pois estes três pontos são importantes para o que são os nossos objetivos."
Com 201 jogos pelo Rio Ave, Ukra igualou o brasileiro Diego Lopes no sétimo lugar no ranking do clube de Vila do Conde e não concluiu a sua conversa com os jornalistas sem uma análise fria a estes números: "Sinceramente não penso muito em metas individuais. O meu grande objetivo neste momento é ajudar o Rio Ave, jogando ou não estou aqui para ajudar, dentro e fora do campo. Temos jovens como o Jorge Karseladze e o Lomboto que estão agora a aparecer e é preciso dar-lhes uma ajuda também, pela experiência que tenho, passando a mística do que é ser do Rio Ave. Obviamente que trabalho todos os dias para poder ser uma opção e quando sou chamado dou o melhor pelo Rio Ave, mas se não for estou sempre a apoiar os meus colegas que estão lá dentro porque o mais importante de tudo é que o Rio Ave vença."