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Ukra: «Sinto que sou uma referência mais pela minha forma de ser e estar no futebol»

Extremo do Rio Ave grato e orgulhoso pelo carinho que recebe em todos os estádios

• Foto: Rio Ave
Numa longa entrevista ao jornalista Rémi Martins, Ukra passou em revista a sua carreira, com especial enfoque na forma como sempre foi encarando os sucessos, desafios e adversidades pelas quais teve passar durante as suas já muitas temporadas enquanto futebolista profissional. Nesse âmbito, o extremo do Rio Ave admite que se sente uma espécie de referência no futebol português.

"Sinto que sou uma referência mais pela minha forma de ser e estar no futebol. Levo as coisas sempre pelo lado positivo e de sorriso na cara. Uma coisa que me deixa orgulhoso é ir a qualquer estádio e ser bem tratado pelas pessoas dos clubes. Fiz a formação do FC Porto, fui jogador do FC Porto e mesmo no Estádio da Luz as pessoas recebem-me bem. É bom sentir esse carinho e perceber que se identificam com a minha forma de estar", disse o internacional português, por uma ocasião, reforçando a sua filosofia de vida.

"Encaro sempre todos os desafios com um sorriso, porque é de uma forma positiva que sinto que é mais fácil ultrapassar os obstáculos. não fujo dos problemas, mas encaro-os sempre de forma positiva. O importante é dar o melhor todos os dias, sermos bons companheiros e colegas. Valorizo muito isso. Quando acabar a carreira, não quero que digam fui um bom jogador, mas sim que fui uma boa pessoa. Nunca pisei nenhum colega para chegar onde cheguei", realçou.

Já sobre a atualidade do vila-condenses, Ukra reconheceu que o arranque não foi o melhor, mas explicou que o grupo já estava preparado para essa possibilidade. "Sabíamos que ia ser uma época atípica, porque não podemos inscrever jogadores. Tínhamos a nosso favor o facto de termos um grupo que já vinha da época anterior, que já se conhecia. Na pré-época parecia a continuação da temporada anterior. Pensávamos que iriamos ter mais pontos nesta fase, passamos por uma fase menos positiva, mas a entrega, a entreajuda, o compromisso que há entre os jogadores e com o clube fez com que encontrássemos o caminho que queremos percorrer e encontrássemos as soluções para aquilo que temos de fazer para sair deste momento menos bom", referiu.

Em relação à mudança do Rio Ave de SDUQ para SAD e à entrada de investimento estrangeiro, o experiente extremo depositou total confiança nas decisões da presidente Alexandrina Cruz. "Sabíamos que a situação estava a ser tratada. Dizemos que o Rio Ave é uma família e isso é verdade. Se em casa, quando temos um problema, juntamos todas pessoas, aqui fazemos o mesmo. A presidente falou com os jogadores, com os capitães, com a estrutura e nunca escondeu a solução que estava à procura. O fuutebol é investimento, potenciar e vender. Se nos queremos modernizar temos de seguir os passos de todos os outros clubes. Estamos tranquilos e confiantes, porque sabemos que o que a presidente está a fazer é para o bem de todos", concluiu.

Já com mais de 200 jogos pela formação de Vila do Conde, Ukra não escondeu a forte ligação que tem ao clube. "Sinto-me orgulhoso por atingir a marca dos 200 jogos pelo Rio Ave. A primeira vez que vim para cá foi em 2012 e estive até 2016, agora estou na terceira época após o regresso. A minha família é de cá. É um orgulho poder dar o melhor de mim em prol do Rio Ave. Por trás desses 200 jogos há milhares de treinos e milhares de horas e dias dedicados ao clube. Deixa-me feliz, porque é uma marca bonita", disse, explicando o motivo que o levou a regressar, numa altura em que o clube tinha acabado de descer de divisão: "Sentia que precisava de voltar ao continente para ficar mais próximo da família. Foi a escolha certa, conquistei a 2.ª Liga e é isso que mais tarde vou recordar."
Por Record
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