Varzim-Rio Ave, 0-1: Despertar da intuição

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O futebol está cada vez mais científico. Os jogos são preparados ao pormenor e nenhum detalhe escapa ao escrutínio meticuloso dos treinadores. Ainda assim, por vezes, uma decisão empírica pode fazer toda a diferença. Quando a substituição de Keita parecia ser a melhor decisão a tomar no equador do segundo tempo, João Eusébio mostrou nervos de aço. Já depois de mandar Henrique intensificar o aquecimento, decidiu confiar no senegalês e este correspondeu com o golo que decidiu o dérbi. Uma intuição que deu frutos.

O remate de primeira, com o pé esquerdo, deu expressão a uma superioridade vila-condense que teimava em não ter correspondência no marcador. O Varzim resistiu até ao limite, continuando a deter a melhor defesa da Honra (7 golos sofridos em 13 jogos), mas abdicando de uma invencibilidade em casa que durava desde o último dérbi, a 28 de Janeiro, numa tarde de glória de Fábio Coentrão. O sistema de três defesas implementado por João Eusébio foi um quebra-cabeças que Diamantino Miranda tentou contrariar trocando Marco Cláudio por um Candeias mais irrequieto ainda no primeiro tempo. Porém, a recta final da partida chegou com apenas dois remates dos poveiros, ambos de fora da área, contra uma dezena de tentativas dos visitantes. O ataque mais produtivo da competição acabou por desequilibrar as contas a favor do líder.

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