Leandro: «Quero voltar a lançar a carreira na Europa»

Leandro: «Quero voltar a lançar a carreira na Europa»
• Foto: António Simões

– O adepto português perdeu-lhe o rasto quando saiu do Sporting. O que tem feito desde então?

– Estive três anos e meio no Flamengo, ganhando títulos em quase todos os semestres. Foram momentos muito bons da minha carreira.

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– Como é que está o Leandro, quatro anos depois?

– Mais concentrado, mais maduro e com maior experiência. E mais velho também. Na altura era muito novo, tinha 22 anos. Agora tenho 26, tenho uma família, mulher e filha, e a responsabilidade é muito maior.

– Como é que foi parar à Ucrânia, ingressando no Dínamo de Kiev?

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– Regressei à Europa para mostrar valor, depois da experiência no Sporting. Houve a oportunidade de ir para a Ucrânia. Fizeram uma proposta e havia um pormenor que me atraía muito, que era a participação na Liga dos Campeões. Estava lá muito bem mas acabei por voltar ao Brasil devido a problemas familiares. A minha filha assustava-se com a neve, e a minha mulher nem conseguia sair de casa. Agora vivo uma situação familiar nova e tenho de pensar por três, e não apenas em mim.

– Como é que surgiu a hipótese de assinar pelo Santa Clara?

– Estava no Brasil, de férias, quando surgiu um telefonema das pessoas do Santa Clara, mostrando interesse. Obviamente que me interessou logo, porque o português foi um campeonato no qual me senti muito à vontade. Os meus pais também passaram algum tempo em Portugal e gostaram muito. Assim, porque não voltar?

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– O novo treinador teve influência na sua decisão de assinar o convite?

– Depois de terem manifestado o interesse é que me disseram que o treinador era o Carlos Alberto Silva. Falei depois com ele ao telefone, explicou-me o desafio e eu aceitei.

– Qual é o seu maior objectivo no regresso a Portugal?

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– Quero voltar a lançar a minha carreira na Europa. No entanto, no imediato, o que pretendo é ajudar a tirar o Santa Clara da incómoda posição em que se encontra. Espero contribuir para que a equipa consiga mais vitórias na segunda volta. Sempre tive pensamento positivo e obviamente estou optimista em relação ao futuro do Santa Clara nesta Liga. Acredito que vamos sair desta situação.

– O seu contrato é de apenas seis meses. Já pensou no que vai fazer depois?

– Para já, só penso no Santa Clara e neste contrato. Depois, logo se vê. O passe é meu e posso decidir o meu futuro...

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– O passe é seu? Como é que isso aconteceu?

– Com o valor da dívida que o Flamengo tinha para comigo, conversámos e acabei por comprar o meu passe.

– Tenciona continuar na Europa depois do final desta época?

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– Agora que regressei à Europa, a tendência é para continuar. É esse o meu objectivo. Se for em Portugal, será muito bom, mas não terá obrigatoriamente de ser.

– Tem acompanhado o futebol português desde que saiu do Sporting?

– Não muito, mas o que noto de então para cá é que em termos de arbitragem os problemas são os mesmos. Se deixarem os árbitros trabalhar em paz, muito contribuíndo para isso jogadores melhor educados, talvez não surjam tantos problemas. Nesse sentido, está exactamente igual ao que era há quatro anos quando saí. Reclamam sempre dos dois lados, as duas equipas. Com jogadores mais concentrados e árbitros mais tranquilos, o futebol melhora. Já antes dos jogos a pressão é muito grande.

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Emocionado com o Sporting

– Dentro de dias o Santa Clara vai receber o Sporting. Será especial para si?

– Claro que será. Foram muitos jogos com aquela camisola e deixam sempre marcas. Vai ser uma oportunidade de matar saudades de alguns amigos que lá deixei.

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– Como é que recebeu os títulos do Sporting?

– O segundo título não foi tão marcante, mas o primeiro deve ter sido uma sensação única. Fiquei emocionado quando soube. Mais tarde, falei com o Acosta sobre isso.

«Preciso de ganhar mais ritmo»

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Leandro chegou a Portugal depois de ter gozado um mês e meio de férias. Daí que tenha necessidade de realizar algum trabalho extra, para conquistar os parâmetros físicos considerados ideais para poder dar um efectivo contributo à equipa. Isso aconteceu ao longo de toda a semana, com duas sessões diárias no mini-estágio que a equipa realizou e, agora, falta a competição: "Gostava de jogar. Tenho treinado mais que os meus companheiros, porque estive bastante tempo parado, e ainda preciso de ganhar mais ritmo. De qualquer forma, estou pronto a dar o meu contributo, embora saiba que, nos primeiros jogos, o meu nível exibicional não será o que gostaria que fosse".

Inadaptado em Kiev

O final precoce do contrato que o ligava ao Dínamo de Kiev tem uma explicação por parte de Leandro: "Tenho de pensar na minha mulher e na minha filha. Tinha três anos de contrato e havia que pensar no meu futuro. Só que o contrato tinha uma cláusula, que previa a rescisão caso não me adaptasse ao clima do país. Foi isso que aconteceu, e eles não colocaram nenhuma questão." Mas há uma outra meta pessoal para Leandro: "Tenho curiosidade em conhecer a ilha de S. Miguel."

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