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Carlos Carvalhal admite que há "muito trabalho a fazer": «Queremos que a equipa chegue a um estado de fluidez»

• Foto: José Gageiro/Movephoto

Depois da estreia vitoriosa de Carlos Carvalhal nas competições europeias, o técnico tenta este domingo novo triunfo pelo Sp. Braga, agora para a Liga Betclic, e no reduto do Boavista. "Cumpre-nos ter humildade", assume o treinador dos arsenalistas.  

Deslocação ao Bessa: o que esperar?

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Sem dúvida que não há jogos fáceis e no Bessa nunca é fácil. O Boavista está moralizado pela vitória fora, cumpre-nos ter humildade, respeito pelo adversário e vamos a jogo com determinação e objetivo de trazer os três pontos.

O que mais o preocupa neste momento?

Não me preocupa nada. Do pouco, eu quero muito. Quero muita entrega, muito empenho, que corram muito e trabalhem muito. Não sei se deu para perceber, mas se não tivéssemos a atitude que tivemos nos primeiros 20 minutos iríamos sofrer. A Roma caiu naquele estádio [empatou 1-1]. Foram minutos muito duros para nós e fomos humildes perante a pressão do adversário. Esperamos o nosso momento, pusemos a bola no chão, tivemos momentos de brilhantismo até. O jogo pediu muita entrega, atitude e um agarrar ao jogo muito forte.

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Lesão de Moutinho

O Gorby lancei-o e por isso conheço-o. O Helguera estamos a conhecê-lo. É uma contrariedade, mas o Sp. Braga não depende de um só jogador tão importante como é, mas sim do coletivo. A equipa vai dar boa resposta amanhã.

"Muito trabalho pela frente"

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Há muito trabalho pela frente. Não que o trabalho não tivesse sido bem feito, mas queremos que a equipa chegue a um estado de fluidez. Daí ter dito que havia muito trabalho. É um ciclo muito difícil para imprimir ideias e contamos com o lado estratégico, do vídeo e capacidade de inteligência dos jogadores. É esse caminho que vamos ter de trilhar, muito difícil. O jogo de quinta-feira foi muito importante, pois garantimos a presença nas competições europeias. Foi muito valioso, mas queremos mais. E vamos lentamente imprimir coisas dentro do possível. Vamos para a vitória amanhã [domingo].   

Gestão a pensar no play-off?

A gestão tem de ser feita nas diversas competições, não retiramos nenhuma competição. A grandeza do clube assim o exige. O próximo é o mais importante das nossas vidas, o foco está todo aí. Dificilmente vamos vencer os jogos todos, mas queremos ir o mais longe possível. Conseguimos umas finais no primeiro ano [2020/21], nada mau, agora estamos num processo um bocadinho diferente, com a renovação do plantel, mais idêntico ao do segundo ano em que cá estive. Mas são ciclos normais nos clubes.

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El Ouazzani e Roberto Fernández marcaram. Isso torna a vida do Banza mais complicada?  

Não torna. Avaliamos o comportamento dos jogadores, o empenho e a atitude e depois fazemos o onze e as convocatórias. Ambos têm atitude, são jogadores de trabalho e compromisso, coisas de que gosto. Isso é muito importante e estes dois jovens vão crescer e vão fazer mais golos. O Banza também tem grande qualidade. Depois, é escolher um deles. Dificilmente os nossos avançados terminam os 90 minutos devido à dinâmica que imprimimos e bem precisamos de três avançados no nosso plantel.  

É um alívio o mercado ainda estar aberto?

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O que sinto é que nós, eu e o presidente, estamos em sintonia. Há sempre possibilidade de entrar e sair jogadores, mas temos a garantia absoluta que vamos, no mínimo, ter dez jogos no mínimo nas competições europeias. Vamos tentar equilibrar o plantel para estar a top nas competições todas, com dois jogadores por posição e com abertura para os jovens do clube. Pode haver reajustamentos normais, até mais do que antes do último jogo da UEFA.

Por José Mário
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