Carlos Carvalhal foi confrontado com as últimas notícias relativamente a casos de Covid-19 no futebol, concretamente nos outros clubes que participam na final four da Allianz Cup e sobretudo os casos recente no Benfica. O técnico do Sp. Braga diz que a sua equipa está preparada para ir a jogo frente às águias, amanhã, e só espera que "a pressão dos clubes maiores não faça o futebol parar".
"Não sou epidemiologista nem pertenço à DGS. Sou treinador e licenciado em educação física, posso é reportar-me ao que já aonteceu connosco. Em Alvalade tivemos 8 indisponíveis entre jogadores e staff. Como sabem, recaiu mais no centro da defesa e fomos a jogo, no Bessa também e seguimos em frente", comentou, lembrando os casos de Bruno Viana, Tormena, David Carmo e até o médio Castro.
"Nós vivemos em contexto de epidemia, temos de fazer andar o futebol, foi um propósito da Liga e de todos os clubes dar exemplo à sociedade, todas as equipas aqui e ali podem ser penalizadas por um surto num determinado momento", acrescentou. "Pode-nos acontecer outra vez, aconteceu-nos numa situação delicada e fomos a jogo. Sentimo-nos desfalcados, mas nunca nos lamentámos pelas ausências. Eu, em momento algum, me queixei de não ter um ou outro jogador, fizemos um grande jogo contra Sporting e um grandíssimo jogo no Boavista. O que estamos é preparados para jogar amanhã e estamos com todas forças para ir a jogo", garantiu Carvalhal.
O técnico diz que o futebol "tem feito um trabalho extraordinário" e espera que o desporto-rei não páre em Portugal. "Se isso acontecer será péssimo para o futebol. Estamos numa situação má, será ruinoso se o futebol tiver de parar e catastrófico para a sociedade. Temos dado um exemplo à sociedade de que é possível coabitar. Se baixarmos os braços, o vírus vai ganhar, vai dar 10-0 ao futebol e neste momento já está 5-0. Se parármos será dramático", disse.
"Se não houver esta competição, provavelmente não haverá Liga para a semana, a não ser que se abra um regime de exceção para os clube mais poderosos e um pé de desigualdade para os outros. Se parar agora e no fim de semana, vai ser horrível para o futebol português. Só espero que a pressão dos clubes maiores não faça parar o futebol, a não ser que a DGS assim decida", concluiu.
Por André Gonçalves