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Ricardo Horta recorda a lesão na meia-final da Liga Europa, a derrota na Taça da Liga e fala de Vicens

Ricardo Horta, Sp. Braga, Friburgo
• Foto: Victor Sousa / Movephoto

Ricardo Horta foi uma das grandes figuras do Sp. Braga em 2025/26, mas acabou por perder um dos momentos altos dessa época, ao lesionar-se na 1.ª mão das meias-finais da Liga Europa, diante do Friburgo. Um duro golpe que o capitão dos arsenalistas fez questão de recordar em entrevista à SportTV.

"Confesso que me deixou triste porque sentia que havia a oportunidade de o Sp. Braga disputar uma final europeia. Senti que não ia dar, apesar de ter feito todos os esforços, ter dado muito na cabeça dos fisioterapeutas e do doutor, mas chegou-se à conclusão que não estaria a 100% e o melhor para mim e para a equipa era ajudar do lado de fora", lembrou.

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Difícil de digerir foram também as derrotas na final da Taça da Liga e na Taça de Portugal, diante do Vitória e do Fafe. "Foram duas semanas bastante difíceis, mas se tivesse que dizer a que mais me transtornou e a todo o clube diria que foi a de janeiro. Também por poder uma final contra o eterno rival, que teve o seu mérito na taça da Liga, que fez um grande trabalho, mas pelo que sucedeu, a derrota contra o Fafe. Era algo que não estava nos planos. Sabíamos que tínhamos uma oportunidade boa para estarmos numa final, mas acabámos por perder a final como esses quartos-de-final e foi uma semana dura aí. Tivemos que nos reinventar. Apontámos à final da Liga Europa, era o sonho de todos, mas não conseguimos", recordou.

Nessa fase mais negra, Carlos Vicens chegou a ser apontado à saída. No entanto, resistiu e acabou por liderar a equipa até final, mantendo-se para 2026/27. Uma decisão que Ricardo Horta saúda. "Não me surpreende. Quando se fala em projeto e no início da época falou-se muito de um projeto, com um treinador novo, não se pode terminar em seis meses ou em cinco meses. Por isso, acho que o presidente esteve bem e a verdade é que depois conseguimos chegar à meia-final e se tivéssemos de trocar de treinador iríamos recomeçar tudo e se calhar não estávamos numa final europeia", apontou. 

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Por Pedro Morais
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